Crédito vantajoso demais? Desconfie

Crédito vantajoso demais Desconfie

O Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), encaminhou na última sexta-feira (29), um ofício para a Divisão de Consignações em Benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), a fim de que sejam tomadas providências para coibir a facilidade do crédito consignado.

De acordo com a Fundação, os órgãos de defesa do consumidor têm recebido muitos relatos de consumidores que são abordados pelos correspondentes bancários, que saem em busca de clientes em suas residências, no trabalho e em locais de passeio público. A falta de conhecimento do consumidor é um dos fatores que levam os tais representantes (chamdos "pastinhas") a induzi-lo assinar os contratos para quitação de dívidas. O principal alvo são os idosos.

Segundo o Procon-SP, o crédito consignado é oferecido com facilidade na contratação e os juros não são tão elevados, se comparados a outras modalidades como o CDC (crédito direto ao consumidor) e cheque especial, o que torna alta a procura das pessoas por essa linha de crédito.

A Fundação aconselha que, caso possua empréstimo consignado ou pretenda contratar esse tipo financiamento, o consumidor deve ficar atento a ofertas vantajosas demais. Deve-se ler com atenção todas as cláusulas do contrato antes de assinar, pois elas contém informações sobre o valores, juros cobrados e outras condições do financiamento. O contratante, também, jamais deve assinar procuração para pessoas desconhecidas.

Porém, como todo tipo de serviço, basta prestar atenção e levar em conta os objetivos e as possibilidades de pagamento para não se arrepender. Analisar a proposta é fundamental. Foi o que fez a pensionista Zilná Andrade quando recebeu uma ligação do banco oferecendo crédito consignado. "Eu estava precisando mesmo de dinheiro para investir em mercadoria, pois sou vendedora. Acabei fechando negócio, mas não me arrependi", conta Zilná, que aprovou o serviço do banco. "Eles fizeram uma margem de acordo com minha renda para que eu não me apertasse", conclui a vendedora.

Por Livany Salles

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