Comprar carro no fim do ano: quais as vantagens?

Vantagens de comprar carro no fim do ano

Depois de muito planejar e poupar, você decidiu que já tem um bom pé de meia para comprar um carro. Mas antes de ir à concessionária, é bom avaliar: será que neste momento é bom comprar modelo 2011 ou 2012?

Quando avaliamos sob o aspecto da compra, é mais viável comprar um carro 2011, porque o valor pago será mais baixo do que um modelo 2012. Mas na hora de vender, a coisa muda de figura.

"Quem compra um carro novo, 2012, terá mais poder de venda do que quem optou por um modelo deste ano. O motorista vai pagar mais caro, mas na hora de passar o veículo para a frente verá que valeu a pena, por conta do valor que poderá exigir", explica Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade).

Desse modo, você deve fazer as contas: se comprar um carro ano 2012 para vender em 2015, terá um carro de três anos; e quem comprar um modelo 2011, terá um carro de quatro anos. "Quanto mais velho o carro, maior a depreciação", alerta o especialista.

Segundo Miguel, existem dois momentos interessantes para se comprar um carro: no meio e no começo do ano (entre janeiro e fevereiro). Na metade do ano as montadoras já começam a produzir carros novos e fazem promoções para liberar o estoque de modelos antigos.

Entre janeiro e fevereiro também há boas promoções, porque as vendas são muito fracas. "As pessoas estão tão cheias de contas para pagar - impostos, escolas dos filhos - que não pensam em comprar um carro nesse momento. Assim, as montadoras tentam atrair o público com boas promoções", explica. Mas antes de tomar qualquer decisão, pesquise muito e confira as condições de pagamento.

Na hora de pagar, o ideal é à vista para evitar juros. Se isso não for possível a dica do especialista é dar uma boa entrada e financiar o resto. "Eu sugiro que a entrada mínima seja de 20% do valor total". Porém, se o cliente der uma boa quantia de entrada e financia bem pouco pode até fugir dos juros. "Os bancos das próprias montadoras chegam a emprestar dinheiro sem juros quando o valor restante é muito pequeno. Por este motivo o montante da entrada precisa ser atrativo".

Novo ou usado?

Se a dúvida for entre comprar um carro novo ou usado, Miguel aconselha: "Dificilmente um caro novo dá problema. E se der, você ainda tem o respaldo da garantia. Agora no usado o comprador precisa estar preparado para possíveis dores de cabeça, pois não sabe o real estado do carro e nem quando ele vai precisar de manutenção."


Fora esses alertas, o comprador deve lembrar que não basta juntar dinheiro para comprar o carro. É preciso pensar na gasolina, no licenciamento e na manutenção. "Outro ponto importante é se preocupar com a cor do carro. O que é moda agora pode não ser daqui a três anos. Nessa hora, você terá dificuldade para vendê-lo e se conseguir, será por um valor bem abaixo do esperado", alerta o vice-presidente da Anefac.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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