Como planejar a festa de fim de ano da empresa

Festa de fim de ano

Foto: Simon Jarratt/Corbis

Se você está desanimada com a festinha sem graça que a sua empresa promove no final do ano, talvez esteja na hora de se destacar no quesito liderança, dar ideias e fazer uma festa de fim de ano na empresa inesquecível para fechar 2013 com chave de ouro.

Antes de comprar os docinhos você precisa pensar em qual o tamanho da empresa em que trabalha. Elaine Saad, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), explica: "As empresas de grande porte costumam separar a festa entre os departamentos, já que após tomar um tamanho muito grande, fica difícil juntar todo mundo".

Mas se a firma tiver até cerca de 80, 100 funcionários, dá pra fazer uma coisa algo mais caprichado, seja num sítio, numa casa noturna ou em qualquer outro lugar que comporte o pessoal todo junto. Empresas bem pequenas, até 20 funcionários, às vezes, preferem uma festa mais intimista, no próprio local de trabalho: pode ser um almoço numa churrascaria ou num barzinho próximo ao trabalho, como num happy hour especial.

Deve-se levar em conta a idade média das pessoas, afinal, isso determinará qual o local mais apropriado para a comemoração acontecer. Se a maioria das pessoas tem entre 30 e 45 anos, pode não ser muito adequado levar todo mundo para uma balada e se for todo mundo muito jovem, um churrasco no domingo pode ser considerado entediante para quem tem muita energia.

"A maioria das empresas opta por não convidar o cônjuge e esse é mesmo o mais adequado. Integrar os funcionários acaba sendo sempre a melhor opção", explica Elaine. Ao levarem pessoas muito próximas, os funcionários tendem a dar atenção a elas e não se preocupam em conversar com os colegas de trabalho, arruinando o objetivo da festa. Mas se for uma empresa mais familiar, esse pode ser um modelo possível.

E fuja do amigo secreto clássico. As pessoas podem se sentir constrangidas ao levar uma prenda muito abaixo do preço dos presentes levados por outras pessoas. Por isso, caso queira mesmo essa brincadeira, opte por delimitar o preço do presente ou fazer uma dinâmica na qual todo mundo compra algo, coloca os presentes todos juntos e, na hora da entrega, cada um pega um pacote aleatório. É importante cuidar para que todas as pessoas se sintam bem em quaisquer brincadeiras que sejam feitas.

A integração entre as diversas pessoas de uma empresa, muitas vezes de setores extremamente distintos e perfis pessoais quase opostos, acaba não sendo tarefa fácil. Quando a empresa é muito grande, as festas individualizadas de cada setor acabam deixando as pessoas mais confortáveis.

E caso queira, de fato, integrar todo mundo, faça uma pesquisa para escolher algo que seja de desejo da maioria. "Faça a pesquisa de múltipla escolha e não aberta, assim o leque de opções não será muito amplo, facilitando a escolha", alerta a especialista. Mas não se engane, agradar todo mundo é uma tarefa quase impossível. Caso consiga aceitação de 60%, considere-se sortuda.

Uma ótima ideia para resolver quando a comunicação com a empresa está confusa é eleger um comitê interno, de cinco a seis funcionários, que ficará responsável por montar a festinha com uma verba dada pela empresa. A conversa entre colegas acaba sendo muito mais franca.

"Não obrigue as pessoas a participar do evento. Elas devem ir, pois é importante, mas isso não pode ser impositivo e as pessoas não podem ser penalizadas ou sofrer bullying por não ir", indica Elaine. Outro ponto a ser evitado é o exagero. Não faça brincadeiras não adequadas ou uma festa que exija algum traje ou comportamento que as pessoas não estão acostumadas.


Festas na piscina são sempre desconfortáveis para quem não se encaixa nos padrões estéticos e deve ser evitada como comemoração corporativa. Na hora de planejar as atividades, cuide para que elas não ocupem o dia todo e deixem tempo para que as pessoas conversem, fiquem soltas e consigam relaxar e aproveitar o momento.

Essa dica é para todos os convidados: "É preciso lembrar que, apesar do ambiente festivo, ali é um local de integração profissional. Portanto, o comportamento que se tem na empresa, mesmo que adicionando um pouco de informalidade, deve ser mantido e respeitado", pondera a vice-presidente da ABRH.

Já os chefes devem participar ativamente, sempre procurando se integrar aos demais funcionários e se aproximando daquelas pessoas com quem não se tem muito contato no dia a dia. É importante, tanto para a festa quanto para o relacionamento posterior, que os superiores se mostrem amigáveis e acessíveis.

E Elaine dá as dicas: "Muitas empresas fazem gincanas e festas temáticas, como de super-heróis, anos 80 ou ‘Zombie Party’. A criatividade pode ajudar a fazer algo diferente todo o ano, sem precisar de muita coisa". Então junte os colegas, faça um "brainstorm" coletivo e aproveite esse fim de ano para inovar!

*Serviço: Elaine Saad, vice-presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH).

Por Juliany Bernardo (MBPress)

Comente

Assuntos relacionados: festas fim de ano