Como a crise nos EUA interfere no Brasil

Como a crise nos EUA interfere no Brasil

Os Estados Unidos vivem um momento ímpar da história. A crise parecia ter acabado, mas as caudas continuavam longas. "Conheço crises não planejadas, mas estamos entrando em uma que é o oposto disso", analisa o diretor financeiro do Virtvs, Rafael Coelho.

Segundo ele, a economia é um jogo de soma zero, onde alguém tem que perder se outro ganhar. "Para os EUA não pagar as suas contas, alguém tem que pagar, e este alguém é a população, seja por aumento de impostos ou de juros", afirma.

Na avaliação do especialista, o Brasil paga por isso. "Uma crise como essa diminui o poder de capital nas mãos do povo americano, que está entre os maiores consumidores do que é exportado pelo Brasil", avalia. E completa: "uma crise como essa é um calote aos credores dos títulos americanos (que tem a China como maior e o Brasil na quinta posição)".

Frear de qualquer forma a economia chinesa, diz Rafael, não é ruim apenas para o Brasil, mas para o mundo. "As commodities tendem a cair de preço, dada a diminuição da demanda dessas duas potências, enquanto a produção mantém-se estável e o Brasil pagando o preço por ainda ser um grande dependente de suas exportações", conclui.

Por Lívany Salles

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