Comer fora - dicas para economizar

Comer fora  dicas para economizar

O aumento de brasileiros que estão optando por comer fora de casa está aumentando consideravelmente. Essa mudança de hábito está principalmente ligada à geração de novos postos de trabalho e à expansão da renda da população brasileira.

"O aumento da renda e da geração de empregos reduziu o tempo de permanência das pessoas em suas casas e aumentou a necessidade e o interesse pela alimentação nos mais de 1,4 milhão de estabelecimentos espalhados pelo País", explica Jean Louis Gallego, Coordenador do Departamento de Food Service da ABIA (Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação).

E não é apenas impressão não, comer fora está mais caro! "Os principais fatores desse efeito são a inflação dos alimentos e o que chamamos de lógica do mercado. Quando a demanda é maior que a oferta, o preço tende a subir", explica Jean. E não é só o bolso que pode sair perdendo nessa, a saúde também!

Por isso, a Dra. Marta Evangelista de Araújo Alves de Lima, nutricionista e conselheira do Conselho Federal de Nutricionistas (CFN), dá algumas dicas. "Sem dúvida é recomendável que os aspectos higiênicos sanitários sejam observados, e a quantidade e a qualidade do alimento não podem ser ignoradas. A escolha deve ser por vegetais folhosos, hortaliças cruas, arroz e feijão, que não devem ser substituídos por alimentos industrializados ricos em sódio e gorduras, frituras ou massas com molhos gordurosos. A pressa não pode ser um obstáculo para a não ingestão de um prato saudável."

Uma das propostas mais atrativas da rede é, sem dúvida, o self-service. Em alguns deles a pessoa paga uma tarifa fixa e come à vontade. "O cuidado básico é não exagerar. O valor fechado pode levar ao consumo excessivo de alimentos. O ideal é parar de comer quando estiver satisfeito", orienta. "O prato ideal é aquele constituído de alimentos de qualidade, coloridos, variados e equilibrados, livres de contaminação por bactérias e produtos químicos", explica a nutricionista

Ela também lembra: "Comer rápido pode significar comer mais, o que leva à obesidade. A digestão começa na boca e se não houver uma mastigação adequada pode haver desconforto gástrico e má absorção de nutrientes". Falar enquanto se come é outro erro, pois pode levar a pessoa a engolir muito ar, resultando em dores abdominais e no peito.

"O momento da alimentação deve ser prazeroso. Comer rápido os alimentos dará origem, mais tarde ou mais cedo, a um estilo de vida pouco saudável e altamente estressante, o que acarretará malefícios a saúde", alerta.


Uma solução para economizar no bolso e esbanjar saúde é a boa e velha marmita. Você prepara em casa os alimentos saudáveis e leva para o serviço. "Uma refeição saudável não foge do cotidiano do brasileiro: arroz, feijão, um tipo de carne magra, salada crua e vegetais cozidos. A melhor dica é a alimentação ser colorida. E é essencial o armazenamento correto e a observação do tempo de preparo e de consumo", diz Dra. Marta Evangelista.

Já para quem não consegue escapar dos restaurantes, Jean Louis Gallego tem uma sugestão: "De forma geral, o consumidor paga menos por refeições cujos ingredientes estejam em período de safra."

Com todas essas dicas vai ficar mais difícil fugirmos de uma alimentação saudável e econômica, mesmo fora de casa! Bom apetite!

Por Adriana Massini (MBPress)

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