Cheque especial ou cartão de crédito: qual deles usar?

Cheque especial ou cartão de crédito

Foto: Ilona Habben/Corbis

A gente vive se prevenindo, mas existem momentos em que as dívidas nos pegam. E aí nós nos pegamos enlouquecidas atrás de dinheiro para quitar as pendências o mais rápido possível. Mas nessa hora qual é a melhor opção: cheque especial ou o cartão de crédito?

O cartão de crédito é aquele nosso queridinho, no qual usamos para comprar bens, contratar serviços e pagar as mais diversas coisas e que depois temos que lidar com sua fatura no final do mês. Já o cheque especial é uma margem de dinheiro cedida pelo banco e disponibilizada na conta corrente de uma pessoa para que ela possa pegar uma espécie de empréstimo - quantia esta que deverá ser devolvida com acréscimos ao final do prazo combinado.

A educadora financeira Silvia Alambert, do The Money Camp Brasil, diz: "Nas duas modalidades de crédito, a pessoa estará utilizando dinheiro que não é dela, mas tomando dinheiro emprestado com a promessa de que pagará depois, seja na cobrança automática realizada pelo banco e debitada diretamente da conta do tomador do empréstimo (cliente), no caso do limite do cheque especial, ou através de cobrança na fatura, no caso dos cartões de crédito".

Ao ter que recorrer a uma destas modalidades de tomada de empréstimo, vale a pena observar os juros cobrados por cada uma delas e em quanto tempo você pretende pagar a dívida, sincronizando, assim, a melhor cobrança de juros de acordo com o prazo que você poderá quitar o empréstimo. "Os juros aplicados sobre a utilização do cheque especial ainda é o mais baixo, quando comparado aos juros aplicados pelo cartão do crédito", conta a educadora.

Por exemplo: as taxas nominais do cheque especial são mais altas em comparação às do cartão, porém, no cheque especial você paga juros referentes apenas aos dias que utilizar o empréstimo. Sendo assim, se você for quitar a dívida em poucos dias, os juros cobrados em cima do valor do empréstimo que você pegou será menor, no caso do cheque especial; enquanto no cartão de crédito você será obrigada a esperar até a próxima fatura para quitar a dívida, mesmo que tenha o dinheiro em mãos anteriormente.


Muitas pessoas também optam por recorrer à ajuda de amigos e familiares, já que esses, normalmente, não cobram juros pelo dinheiro emprestado, mas vale lembrar que eles também possuem vida própria e, ainda que o empréstimo seja tomado, deve haver um plano para a devolução do dinheiro no menor espaço de tempo possível.

"De qualquer forma, o ideal para quem desejar quitar dívidas é simples: ter um orçamento doméstico claro, para poder visualizar se há ralos por onde o dinheiro está escoando, renegociar suas dívidas com credores, assumindo a responsabilidade pela quantia que está se propondo a pagar. Daí em diante, fugir de gastos com supérfluos, evitar novas dívidas e assumir o controle financeiro da própria vida", explica Silvia.

Mas atente-se a uma dica interessante: que tal fazer uma reserva de emergência para que você tenha um empréstimo "de você para si própria" sem juros algum? Coloque seu dinheiro em algum investimento de renda fixa, como a caderneta de poupança, e deposite todo mês algum valor. Assim, quando a hora do aperto surgir, você saberá exatamente de onde pegar dinheiro sem prejudicar seu orçamento futuro.

* Serviço: Silvia Alambert, educadora financeira do The Money Camp Brasil.

Por Juliany Bernardo (MBPress)

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