Cerca de 40% recorrem ao fiado

Cerca de 40 recorrem ao fiado

A prática de comprar e pagar depois ainda é muito comum no Brasil. Segundo pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços sobre Cadastro Positivo, quase 40% da população ainda compra fiado.

Entre as classes que mais fazem este tipo de negociação estão as classes C2, D e E. Essas classes foram divididas com base no Critério de Classificação Econômica Brasil da ABEP (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa). Ele avalia o brasileiro de acordo com os bens que possui no domicílio, estabelecendo um s pontuação para cada item.

Quando a avaliação é regional, conclui-se que o Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil lideram essa modalidade, com 49%, 48% e 43% respectivamente. E é justamente nessas três regiões que estão concentradas o maior número de pessoas pertencentes às classes sociais que mais revelaram comprar fiado.

"Pela nossa avaliação, essa prática é muito comum em pequenos comércios, como banca de jornal, padaria e posto de gasolina, e entre praticantes de venda direta (cosméticos e roupas)", comenta Leonardo Soares, diretor de produtos da Boa Vista Serviços.

Além disso, a penetração de produtos bancários é menor nessas regiões, abrindo espaço para produtos regionais e mais tradicionais. "É normal que nessas regiões os comerciantes usem a velha caderneta de papel para anotar os produtos fiados. Como os clientes são fiéis, a prática se torna comum", completa Soares.

O cadastro positivo, foco principal da pesquisa da Boa Vista Serviços, é um projeto do governo e tem o objetivo de divulgar o histórico de pagamento do cliente. Esse serviço pode ajudá-los a conseguirem crédito sem a necessidade de comprovação de crédito. A nova lei foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União no dia 10 de junho.

"Muitos brasileiros, principalmente os de renda mais baixa, não têm condições de comprovar a renda. Por este motivo, um histórico de pagamento pode comprovar que estas pessoas são de confiança", comenta Leonardo.


Quanto mais alta a instrução, maior o interesse em fazer parte do cadastro positivo. Tanto é que 59% da classe A autorizaria sua inclusão no cadastro, contra 39% da classe C. "Quando as pessoas com menor renda entenderem os benefícios dessa ação vão acabar aderindo", espera o diretor de produtos da Boa Vista Serviços.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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