Casais devem falar sobre finanças

Casais devem falar sobre finanças

A máxima romântica "Um amor e uma cabana" não combina muito bem com finanças. O fator econômico, considerado uma das portas para o sucesso no casamento, tem um peso muito grande na manutenção do matrimônio. Afinal, quantas brigas não poderiam ser evitadas com planejamento e diálogo?

O livro "Até que o dinheiro nos separe" (editora Saraiva), da autora Cleide Bartholi Guimarães, defende a tese de que desde o namoro o assunto deve estar na pauta dos casais de maneira natural, já incluído nas conversas doa dia-a-dia. Como economizar para aquela viagem é uma das maneiras de abordar o assunto de forma leve, sem agressividade.

Segundo a psicóloga, o importante é que a questão do dinheiro não seja um tema tabu entre o casal. O equilíbrio faz com que ambos enfrentem as questões sem brigas, disputas ou mágoas, fatores que levam muitos a recorrerem a terapias de casais.

É normal que em determinados momentos da vida conjugal, cada um tenha uma percepção diferente sobre o que fazer com o dinheiro. Em determinados momentos, pode ser que a mulher queira trocar o carro e o marido queira investir na bolsa de valores. Em outro momento, ela queira poupar para o futuro dos filhos e ele queira investir em uma especialização. Se não houve uma abertura desde o início, neste momento os objetivos díspares podem atrapalhar a relação.


Tá certo que dinheiro não traz felicidade, porém, ele financia desejos em comum. Mas ele sozinho não basta. Se não houver estrutura emocional e financeira, o pilar amoroso pode ceder e um edifício inteiro desmoronar. O amor, a compreensão e o apoio ainda são, na visão da psicóloga, a "moeda invisível".

Por Lívany Salles

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