Bife e feijão deixam o almoço mais caro!

Bife e feijão deixam o almoço mais caro

Primeiro foi a carne, que desde janeiro recebeu um aumento de 10,24% no preço, conforme uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. O pior dessa história é que justamente a carne de segunda é que ficou mais cara. Para se ter uma idéia, cortes como acém registraram 58,73% de aumento de um ano para cá, enquanto que a picanha e a alcatra ficaram 26,18% e 29,95% mais caras.

Outro vilão dos preços altos também muito presente na nossa mesa é o feijão preto, que junto com a carne fazem a tradicional feijoada pesar mais no bolso. O ingrediente principal dessa mania nacional ficou 25% mais caro.

O arroz também entrou nessa. Desde 2001 registrou um aumento de 146,76%. Já a laranja pêra ficou em terceiro lugar 145,49%. Os preços da farinha de mandioca, da costelinha de porco e da carne seca ficaram acima da inflação acumulada entre 2001 e 2008. Imagine o prejuízo para os mineiros, que usam e abusam desses ingredientes na sua cozinha.

É prejuízo para quem costuma ir ao supermercado ou almoça fora de casa. Em média, o vale alimentação varia entre oito e nove reais, conforme a Assert (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador). Em tempos como esse, sinceramente, não dá para fazer uma refeição completa com esse valor. A instituição afirma que o valor médio dos pratos custa cerca de R$ 15.

No fim do mês, o jeito é deixar o prato mais leve ou então usar o próprio dinheiro. Só no primeiro semestre comer fora de casa ficou 6,30% mais caro, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, do IBGE. Para quem costuma fazer a própria comida, que tal usar mais o frango no dia-a-dia? Veja aqui que eles rendem receitinhas deliciosas.

Por Juliana Lopes

Comente

Assuntos relacionados: finanças feijoada inflação