Astrologia nos investimentos

Astrologia nos investimentos

Ler o horóscopo ou consultar o mapa astral antes investir na bolsa de valores parece bobagem para muita gente. Entretanto, alguns empresários não encaram dessa forma. Antes de a crise financeira começar há pelo menos um ano, Maurício Bernis, não pensou duas vezes e recuou os seus investimentos depois de analisar o seu mapa astrológico.

O astrólogo empresarial também alertou os seus clientes - na maioria empresários, investidores e profissionais ligados a corretoras - que seguiram suas recomendações. "E hoje não perderam tanto dinheiro. Tanto acredito nesse trabalho que criei um produto em que ganho um percentual do que os meus clientes conseguem na bolsa".

Bernis afirma que astrologia é matemática. Os ciclos dos astros são associados aos ciclos da economia, dos mercados e das pessoas individualmente. A partir do estudo do mapa, ele identifica e analisa tendências nestes três níveis, o que pode incluir o perfil para certas profissões ou investimentos. "É uma forma de associar a sua personalidade com a carreira e às finanças. Eu mesmo, por exemplo, não tenho o perfil de investidor agressivo, e, portanto, uso a bolsa com cautela, sem arriscar muito".

Com formação em engenharia e especialista em planejamento estratégico, ela explica que muita gente costuma associar a astrologia com misticismo. "Não é apenas isso. Para ter uma ideia, em um estudo astrológico nós calculamos o movimento dos planetas e o ângulo formado entre eles. Antes e durante a crise, por exemplo, usamos o mapa do Brasil, a influência da lua nova, os ciclos planetários, e novamente a relação angular dos planetas. Os ciclos funcionam como a bolsa, que tem sua queda e ascensão", esclarece.

Para entender melhor, Bernis descreve "astrologicamente" o que aconteceu durante a crise. "Plutão esteve em Sagitário até o final do ano passado, quando ingressou em Capricórnio e se estabeleceu a crise nos mercados financeiros. Este ingresso em Capricórnio trouxe uma crise sim, mas uma "crise de desilusão", ou seja, as pessoas começaram a ver a realidade mais concreta, mais objetiva, onde os valores verdadeiros se manifestaram". No final desse ano, será o início de uma nova fase que permanecerá por pelo menos 20 anos, até 2024.

"Quando me perguntam a respeito desta crise e seus desdobramentos, procuro mostrar que a vida é cíclica e que tudo está seguindo um curso natural", ressalta. Conforme o astrólogo, as pessoas vão se preocupar mais com os valores dos ativos, no caso da bolsa. "Viveremos este sentido de realidade concreta, enxergamos o poder da produção em crescimento. Veremos os valores sendo estabelecidos pelo sentido de utilidade real e mensurável", acrescenta.

"As coisas valem o que de fato podem trazer de benefício ou sentido de utilidade para as pessoas. Parece um tanto óbvio, mas se examinarmos como vinha a sociedade estabelecendo valores podemos observar e entender melhor o que é esta crise. Havia uma 'bolha de ilusão' traduzida em valores nas Bolsas e nas instituições financeiras. As pessoas acreditando que a promessa vale mais que o fato. E isso, felizmente, acabou. Agora é 'vale o quanto pesa', ou seja, vale o quanto pode ser medido o seu resultado e benefício".

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Por enquanto, ele ainda não fez um estudo completo do que está por vir, para 2010. Mas adianta que em abril do próximo ano, o Brasil entrará em uma segunda fase na economia, o que vai representar mais crescimento "principalmente na indústria de base", sem muita influência da política, por conta de ser um ano eleitoral. Setembro ainda é um mês de cautela, mas ele diz que as ações estão baixando e o começa o momento para a compra "para quem está em busca de resultados em médio e longo prazo", finaliza.

Por Juliana Lopes

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