Armadilhas do cheque pré-datado

Armadilha do cheque prédatado

Do terceiro trimestre de 2010 para o primeiro de 2011, o uso de cheques pré-datados subiu de 76,37% para 78,04%, respondendo por um valor de R$ 13,250 bilhões. E com as novas medidas do Conselho Monetário Nacional para a concessão de cheques por parte dos bancos brasileiros, espera-se aumentar a credibilidade e a transparência dessas operações financeiras.

"A tendência do mercado é de aumentar a aceitação do pré-datado. Entretanto, existem riscos, pois embora seja um crédito formal, essa modalidade expõe o lojista a determinados riscos que outras modalidades de crédito não oferecem", explica o advogado especialista em direito bancário e presidente do Instituto Brasileiro Defesa Consumidor Bancário, Luciano Duarte Peres.

Por mais que seja prático usar o cheque, em janeiro deste ano cerca de 4 milhões de cheques sem fundo foram devolvidos. E os números aumentaram em fevereiro e março, ficando em 4,7 milhões e 5,9 milhões, respectivamente.


Sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o advogado acredita que é hora de procurar alternativas como forma de pagar menos impostos. "O aumento do imposto visa única e exclusivamente encarecer o crédito para o consumidor pessoa física. Com a medida, teremos menos crédito, o que causa um aumento do custo do dinheiro e a diminuição do prazo para o pagamento", comenta.

Por Lívany Salles

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