Aprenda a administrar o dinheiro das férias

Aprenda a administrar o dinheiro das férias

Foto: I Love Images/Corbis

Educar-se financeiramente é a palavra-chave para quem deseja gastar dinheiro com consciência e ainda vê-lo render. E um momento em que esse conceito precisa ser bem aplicado é nas férias. Quem sabe se planejar e não está com a situação financeira comprometida poderá curtir a vida intensamente uma vez ao ano, caso tire 30 dias de férias. Ou duas vezes, caso decida dividir as férias em duas.

É como Silvia Alambert, Diretora Executiva do The Money Camp Brasil diz: dinheiro de férias, para quem faz um bom planejamento, deveria ser apenas dinheiro de férias, ou seja, uma grana que as pessoas aproveitariam para aliviar o estresse dos outros 11 meses do ano e curtir a vida naquele espaço de tempo.

Mas quando o planejamento passa longe, o dinheiro das férias é usado para pagar contas em atraso e para garantir a sobrevivência na volta do trabalho, uma vez que o funcionário passará praticamente mais de um mês sem recebimento.

"Todo e qualquer dinheiro que entre de forma extra deve ser sempre valorizado. Assim, a principal regra da educação financeira, o ‘pague-se primeiro’, vale também para o dinheiro das férias", diz Silvia. E outra coisa: separe sempre uma quantia do dinheiro para colocar em uma conta de investimento. Só aí verifique a sua listinha de prioridades e analise a forma de gastá-lo, de forma que ele não termine junto com as férias!

O importante é que a educação financeira não se resuma apenas a esses momentos. Afinal de contas quem aguenta ter que esperar 11 meses para se divertir, relaxar? O salário, quando bem administrado, pode pagar as dívidas, ser poupado e ainda garantir breves momentos de diversão.

"Há pessoas que repetem um mantra para acreditarem nisso e se sentirem autoconfiantes para gastar dinheiro: 'eu trabalho duro, então eu mereço isso, eu mereço aquilo.’ Isso é típico de quem precisa dar uma desculpa a si mesmo para poder gastar o dinheiro sem dó", alfineta Silvia. "Assim, tão importante quanto investir parte do que se ganha é importante também planejar-se para ter um pouco de diversão todos os meses, de forma a não se sentir como um sabonete molhado espremido na mão: em algum momento ele vai voar!"

Se você tem uma meta em longo prazo, não dá para pensar em viagens. O jeito é abrir mão dessa forma de descanso e colocar todo o valor em uma conta de investimento separada da conta corrente. Esse método fará com que você não misture os dinheiros, não gaste à toa e alcance seu objetivo mais rápido. Para definir o tipo de investimento você pode consultar um especialista financeiro.

Todo mundo que trabalha e tem renda, seja ela qual for, tem também a possibilidade de investir uma parte do dinheiro que ganha antes de gastar, sem comprometer despesas com sobrevivência e outras obrigações financeiras. Porém, a educadora ressalta que investir dinheiro com frequência e aprender a viver com o que se tem parece ser a parte mais difícil da matemática da vida, pois a maioria das pessoas pensa de forma imediatista e no curto prazo. Sendo assim, ao entrar dinheiro na conta, o primeiro passo é enviar um percentual, parte dele, para uma conta distinta.


Esse percentual varia de acordo com a realidade, o modo e o objetivo de vida de cada pessoa e isso só se define com um bom planejamento. "É certo, por exemplo, que jovens que moram com os pais poderiam investir entre 35% e 40% de seus salários, pois suas despesas são mínimas, desde que use o seu dinheiro de forma inteligente. Sabendo planejar tudo é possível para qualquer um. E quanto antes uma pessoa iniciar o seu plano de realização de vida, melhor", afirma Silvia.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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