Antiguidades que podem render bons negócios

Antiguidades

Foto: Reprodução/ Caos

Nos Estados Unidos é muito comum ver lojas que só vendem antiguidades pelas ruas. Aqui no Brasil, apesar de não ter a mesma fama, existem lugares que se destacam no ramo. A Caos é o ponto mais conhecido por ser loja na badalada rua Augusta na cidade de São Paulo durante o dia, bar com festas à noite, programa de TV no canal History Channel Brasil e ainda participar das feiras na Praça Benedito Calixto.

A Carrô, sócia da Caos, faz bons negócios com as peças compradas e cita uma das suas preferidas: "Gosto especialmente de um abajur que tenho de porcelana azul anos 70 em formato de bode. Encontrei no garimpo por um valor super baixo e já me ofereceram R$ 4 mil nele."

A loja é uma mistura de brechó, peças raras e antiguidades. O famoso brinquedo Topo Giggio, luminárias antigas e até mesmo cartuchos de Atari são algumas das diversas opções que a Caos oferece. O processo de negociação feito pela loja é bem simples: "Ou eu vou para as ruas garimpar peças para comprar e revender ou me procuram querendo vender algo através do e-mail da loja. As conversas duram menos de uma hora."

Em muitos casos, Carrô encontra peças ótimas, mas que não estão em perfeito estado de conservação para serem negociadas. "Se a peça estiver em um estado ruim, mas tiver potencial, vale a pena investir em uma restauração sim. Por exemplo, comprei uma cadeira de barbeiro Ferrante, que estava com o estofado muito prejudicado, e levei para um bom tapeceiro. Voltou linda e valendo 30% a mais!"

Para comprar e trocar antiguidades é necessário conhecer bons e diferentes lugares. A dona da Caos recomenda que interessados passeiem por bazares beneficentes, brechós, feiras e acervos de filmes. "É um universo bem vasto", comenta. A sócia ainda diz que escolhe as peças para negociar levando em conta a época, a originalidade e a história.

Muitas pessoas preferem comprar mobílias usadas ou consideradas de época para fazer economia ou por gosto pessoal. Para quem não entende do ramo e quer decorar a casa com esses objetos, Carrô dá as dicas: "No caso de mobílias, começamos checando o tipo de material, os pés da peça, a paleta de cores, o ano de fabricação e a marca, se houver."

Geralmente as pessoas que decidem colocar uma peça, brinquedo ou uma mobília rara para vender têm certo apego com o objeto, tornando a negociação mais difícil e muitas vezes, inviável. Nesses casos, a especialista em antiguidades sugere que o certo mesmo é a pessoa se desfazer de algo que têm valor sentimental apenas quando tiver plena certeza: "Eu prefiro comprar de quem realmente está a fim de vender. Assim a negociação fica leve e ambas as partes saem satisfeitas com o negocio."

Carrô também fala sobre a grande diferença de preço de produtos garimpados fora do Brasil e comenta que as pessoas nem sempre tem conhecimento do real valor do objeto: "Comprei um boneco esquiador russo com olhos de vidro por cinco pesos (pouco mais de R$ 1,90) na Argentina e descobri depois com um avaliador que valia uns 500, 600 euros (R$ 1.578,00)."


No Brasil, há produtos incríveis e de boa qualidade que em outros países não têm e vice-versa. "Temos objetos maravilhosos e únicos em nosso país. Comprei uma bolsinha Chanel original anos 60 por US$ 600, pouco mais de R$ 1.200,00 (vale uns R$ 4,5 mil aqui no Brasil o mesmo modelo). Porém, não encontro móveis do design Sergio Rodrigues", lamenta.

Por Thaís Santos (MBPress)

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