Antecipar restituição do IR deve ser última escolha

Antecipar restituição do IR deve ser última escolh

Recorrer a antecipação da restituição do Imposto de Renda parece um bom negócio à primeira vista. Não faltam ofertas para que o contribuinte peça o serviço sem ter que esperar a Receita Federal. Mas, de acordo com especialistas, isso só deve ser feito em último caso.

O principal motivo é que antecipar pode tirar até 30% do valor da restituição, devido às taxas elevadas. "Como a devolução do Imposto de Renda é calculada com base na taxa Selic, que normalmente tem o valor mais baixo do que os cobrados pelos bancos, a antecipação não se torna interessante", explica o consultor Jorge Lobão, do Cenofisco. Além dos juros elevados, na antecipação oferecida pelos bancos, são cobrados a Taxa de Abertura de Crédito (TAC) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).


Além disso, é preciso que o contribuinte tome algumas precauções, guarde os comprovantes e não tenha nenhuma dúvida em relação às informações declaradas. Caso contrário, se cair na malha fina, poderá ter a vida financeira comprometida, o que fará pagar os juros até a respectiva liquidação ao banco.

Apesar dos pontos nada favoráveis, especialistas recomendam que o adiantamento seja feito para o pagamento de uma dívida, mas não deve ser usado para compras ou outras despesas adiáveis. Afinal, é importante lembrar: a antecipação trata-se de uma modalidade de crédito, ou seja, um empréstimo bancário. Como tal, deve ser liquidado o mais breve possível.

Por Lívany Salles

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