A minha forma guardar dinheiro depende da economia?

A forma de poupar depende da economia

Sempre que há um comunicado do governo quanto aos rumos da economia brasileira muita gente fica em dúvida se pode se sentir segura quanto a investir - o que é normal e compreensível porque por décadas o Brasil foi uma economia muito instável. A preocupação é válida, mas trazendo para a nossa realidade do dia a dia serve para reforçar o que fazemos para economizar e prosperar.

As taxas de juros costumam ser alteradas trimestralmente como resultado da atividade econômica no país, e elas irão remunerar a poupança - lembro que o rendimento está vinculado ao crescimento tanto do crédito quanto do volume investido, e não há projeção para que a poupança ou outra forma de investimento seja um mau negócio. Para quem vai tomar emprestado dinheiro a coisa muda, pois o juro mais alto deixa o dinheiro mais caro; no entanto, o que se viu recentemente barateou o custo dos empréstimos, principalmente para investimentos em casa própria, veículos e capital de giro para empresas.

Outro ponto que cria confusão nas pessoas é a divulgação do crescimento da economia, e como isso pode afetar as contas do cotidiano. A verdade é que o crescimento da economia tem sido acelerado e recentemente apresentou índice inferior ao esperado para o ano; vale salientar que o crescimento econômico só tem a ganhar com uma melhor administração do dinheiro na população, pois a redução do endividamento e aumento da poupança fazem um consumo consciente e estável - um fator importante para o crescimento da economia do país.

O aumento do PIB - Produto Interno Bruto - representa o crescimento da atividade econômica como um todo, e isso é resultado da diferença entre o que é importado e exportado além do volume de negócios interno no país. Sem entrar em méritos de política econômica, é importante lembrar que crescimentos de PIB acima de 10% são exclusividade de países que estão saindo de crises sérias, como Angola, que foi devastada por anos de guerra civil. Como referência, os países da Comunidade Europeia estão com crescimento estagnado ou negativo.

E por falar em Europa, ouve-se muito que a crise no continente pode afetar o Brasil. Isso poderia atrapalhar a vida cotidiana dos brasileiros?

Hoje é sabido que a economia é integrada e constantemente com trocas que apresentam estas oscilações - e na verdade todos os países podem ser afetados se um continente com países altamente consumidores apresentar problemas em suas economias, não será uma exclusividade do Brasil. Entretanto, reforçar a economia com medidas que facilitam o crédito para empreendedores (o capital de giro) e também educar a população para um consumo responsável formam uma defesa capaz de minimizar algum efeito inesperado negativo. Pense o seguinte: a economia não é muito diferente do que é a previsão do tempo, um dia ensolarado, o outro com projeção de chuvas - que podem não acontecer por movimentos inesperados de massas de ar - e por vezes vir com chuvas intensas, que são também necessárias para o solo e para o equilíbrio da natureza. Os movimentos econômicos tem como diferença o fato que políticas econômicas bem planejadas evitam que a chuva intensa se transforme em enchente e o longo período de estiagem vire uma seca devastadora...


Este mesmo conceito se aplica à economia do cotidiano, de cada pessoa e família. Lembre que na vida haverá momentos de alta, com mais dinheiro em mãos, e momentos de baixa por fatores diversos; para estes é importante ter reservas financeiras que possam trazer segurança enquanto a baixa acontecer. Na dúvida, lembre que poupar nunca será algo negativo e o controle financeiro será sempre um caminho para a tranquilidade e prosperidade da sua família e da sua saúde financeira!

Suyen Miranda é publicitária e consultora de finanças pessoais, atuando no Brasil, Mercosul, Portugal e Angola. Já foi consumidora compulsiva voraz e tornou-se poupadora e empreendedora, e acredita que toda mulher pode e deve ser autônoma e independente financeiramente. suyen@suyenmiranda.com.br

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