10 dicas para usar o 13º salário de forma consciente

10 dicas para usar o 13º salário de forma conscien

Poupar ou pagar dívidas? Em novembro e dezembro os trabalhadores com carteira assinada recebem o tão esperado 13º salário. Mas esse dinheiro deve ser tratado com muita atenção, já que junto com ele chegam as despesas de final e início de ano, não tão aguardadas quanto o dinheirinho extra.

Festas de Natal e Ano Novo, férias escolares e familiares, matrícula da escola, IPVA, IPTU, material escolar. Tudo isso deve ser colocado no orçamento, porém, muita gente utiliza o 13º salário para cobrir o desequilíbrio nas contas gerado pela falta de educação financeira. Hoje, milhões de brasileiros estão em situação de endividamento e não conseguem pagar suas contas em dia, para tentar solucionar esse problema alguns recorrem aos bancos para adiantar o 13º em forma de empréstimo.

O educador, terapeuta financeiro, e presidente do Instituto DSOP de Educação Financeira, Reinaldo Domingos, lembra que o maior entendimento que se deve ter é que para ter o dinheiro como um aliado, os gastos precisam ser planejados. Ele dá dicas para você aproveitar a chegada do 13º como oportunidade para reorganizar as finanças e assumir de vez o controle de sua vida financeira.

1- 13º salário é um benefício importante. Como o dinheiro não aceita desaforo, faça deste benefício o início de sua autonomia e sustentabilidade financeira. Isso preservará suas saúdes físicas, mental e espiritual.

2- O dinheiro do 13º salário também tem que ser utilizado para desejos e sonhos como uma viagem ou despesas extras de final e início do ano.

3- Caso esteja em uma situação confortável, estável financeiramente, o melhor mesmo é investir o dinheiro nas opções mais adequadas para o prazo que se deseja realizar os sonhos.

4- Se não possuir uma reserva, crie imediatamente para os gastos de fim e início de ano, pois, a falta de planejamento para estes são grandes causadores de dívidas.

5- Se está no vermelho, não utilize o dinheiro do 13º salário para pagamento de dívidas. Isso mesmo. Dinheiro extra tem que ser usado para a realização de sonhos extras e não para compromissos assumidos no passado.

6- Mesmo que sua situação seja confortável, evite utilizar este dinheiro para empréstimos para parentes e amigos em dificuldades.

7- O endividamento é um problema que tem de ser resolvido com o próprio salário. Para isso recomendo redução nos gastos. É muito provável que o padrão de vida não esteja sendo respeitado. Pagar dívida com o 13º salário é combater o efeito do problema financeiro. Com essa atitude, só estará mascarando o real e verdadeiro problema - a ausência de educação financeira em toda família.

8- Para sair do endividamento e assumir o controle de suas finanças definitivamente, o melhor a fazer é reunir a família e conversar. Juntos, façam um diagnóstico da situação financeira. Anotem, por 30 dias, todos os gastos, por tipo: padaria, posto de gasolina, supermercado, escola, luz, água e tudo mais. Juntos, descobrirão para onde vai cada centavo. Com esse retrato do orçamento poderão identificar onde é possível cortar excessos de despesas.

9- Com os familiares reunidos, conversem sobre sonhos e desejos, mesmo que a situação seja de endividamento. Conversem sobre o que querem realizar nos próximos anos e definam três sonhos prioritários que tenham diferentes prazos para serem realizados - curto (até um ano), médio (até dez anos) e longo (acima de dez anos).


10- Para os sonhos não virarem pesadelo, é preciso saber quanto custa cada um deles e calcular o valor que deve ser guardado por mês para realizá-los no tempo desejado. Nessa conversa, jovens e crianças devem ser envolvidos. Esse será um fator de motivação para ajustar e conduzir o orçamento familiar. É muito importante que todos estejam unidos nesse compromisso.

Por Catharina Apolinário

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