10 cuidados para explorar a crescente indústria de venture capital brasileira

Indústria de capital de risco

Tomas Rodriguez/Corbis

Caras leitoras, ainda não temos total comprovação, mas ao que tudo indica, aparentemente, a política de queda de juros veio para ficar. Caso isso se sustente economicamente, ótimo. Se não, teremos problemas. De fato a fase na qual vivemos não deixa espaço para muitas aventuras.

Mas considerando a melhor hipótese, onde poderemos conviver de forma sólida com baixas taxas de juros, um efeito natural do processo, será o de novas destinações para o capital disponível, em busca de boa rentabilidade em empresas, projetos e negócios promissores. Com isso desenvolve-se ainda mais a nossa crescente indústria de investimentos de risco, com os comumente denominados fundos de "venture capital".

Com o radar constantemente ligado em busca de boas oportunidades, estes investidores podem significar o divisor de águas entre a mediocridade e o apogeu de muitos empreendedores que seguem na guerra diária, que é apostar na livre empresa e na própria geração de riqueza em um país tão hostil ao mundo empresarial como o nosso.

Mas não se engane, conquistar a atenção deste pessoal não é fácil, mas difícil mesmo, é convencê-los a colocar as fichas no seu negócio, em detrimento de outros expostos aos mesmos analistas. Mas se serve como alívio, essa indústria de investimentos de risco que desde a década de 90 cresce ano a ano, tem tudo para se expandir de vez, trazendo na esteira um mar de oportunidades.

Se este é o seu objetivo, não perca tempo e comece a se preparar o quando antes.

Para facilitar o processo, destacamos abaixo alguns cuidados essenciais:

1. Desenvolva um plano de negócios detalhado, realista (deixando otimismo e conservadorismo de lado), e profissionalmente elaborado de forma a resistir a questionamentos técnicos exigentes;

2. Depois de elaborado, mantenha o seu plano de negócios constantemente atualizado. É natural que uma negociação dessa natureza leve em torno de um ano para ser concretizada, e nesse tempo muita coisa pode acontecer impactando previsões, expectativas e prognósticos de stress;

3. Garanta que a concepção do pano conte com uma cuidadosa análise de sensibilidade;

4. Mantenha a documentação, assim como a situação fiscal da sua empresa na mais perfeita ordem;

5. Analise a sua gestão financeira. Seja rigorosa e crítica para que ela seja gerida da forma mais responsável e sólida possível. Fuja das aventuras;

6. Prepare-se tecnicamente para enfrentar o processo de negociação;

7. Estruture mecanismos internos de propiciem o máximo de transparência das informações, de forma a suavizar o convívio com os potenciais novos sócios. Isso trará benefícios, mesmo em caso de insucesso nas negociações;

8. Tenha clareza do que deseja, e saiba perfeitamente os seus limites. Essas negociações não permitem blefes;

9. Tenha por perto o suporte de uma boa equipe de advogados. Ela será de grande utilidade para as tratativas dos documentos definitivos;


10. Constitua um advisor, que conte com sua total confiança e que possa lhe representar de forma segura ao longo da negociação. Ao escolhê-lo não se paute apenas pelas habilidades negociais, mas procure pessoas com forte bagagem técnica;

Boa sorte

Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial, empresa que atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

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