Você sabe gerenciar com Meritocracia?

Expressão frequentemente adotada no mundo corporativo, a Meritocracia resume um estado de gestão onde o reconhecimento pelo melhor desempenho constitui a base para a ascensão profissional e o desenvolvimento de carreiras, com reflexos diretos na remuneração. Muito bem, até aqui nada mais do que um conceito.

Nos últimos tempos, de tão propalada, transformou-se em mais uma moda. Foi tema até mesmo, durante os recentes debates da sucessão presidencial. Quando isso acontece, em geral, o conceito absolutamente coerente e importante, acaba por se transformar em um "clichê". Passa a ser abordado sem a consistência necessária à sua compreensão, e nasce então mais um, digamos, lugar comum. Em resumo perde a sua força original, vulgariza-se.

O resultado desse processo, é que quanto mais vulgarizado e comum, menos compreendido fica. Muitos outros conceitos foram vitimados dessa forma, tais como: reengenharia, liderança, gestão por competências, meta-competência, quebra de paradigmas, etc, etc, etc. Todos com uma enorme contribuição para o universo da gestão e dos negócios, mas banalizados pelo tempo e pela repetição sistemática.

Conscientes disso e preocupados em resgatar o entendimento real e o valor da Meritocracia para o gerenciamento de pessoas, é que decidimos apresentar aqui alguns questionamentos necessários para quem deseja implementar esse método tão eficaz no dia a dia das suas equipes.

Então, se você comanda (ou deseja um dia comandar) um pequeno ou grande grupo de pessoas, pense no seguinte:

1 - Você se utiliza da subjetividade nas suas avaliações? A Meritocracia reconhece pelos resultados concretos, ou seja, questões subjetivas não são e nem podem ser consideradas.

2 - Você consegue estabelecer metas claras para os seus colaboradores? Sem elas, não é possível medir resultados e aplicar o reconhecimento necessário.

3 - As metas que você estabeleceu são reais ou ilusórias? Neste caso as metas e objetivos serão rigorosamente cobrados e portanto precisam ser absolutamente exequíveis.

4 - Se você foi capaz de estabelecer metas claras, já observou se terá meios tecnológicos ou metodologia adequada para apurar os resultados?

5 - A empresa na qual você trabalha, apoiaria um modelo de gestão com esses princípios? Isso é fundamental para a sua iniciativa não se afunde em resistências internas.

6 - Os seus colaboradores estão preparados para trabalhar em uma cultura meritocrática? Em geral, a cobrança por resultados de forma sistemática, é fato gerador de grande stress. Muitos a preferem, mas outros simplesmente não conseguem conviver com ela.


Como podemos observar, a coisa não é assim tão simples. Mas se querem uma opinião muito particular, deixo a minha: sim vale a pena. Não tenha dúvida, vai afugentar os acomodados de plantão e apavorar os incompetentes, mas a empresa, (e nem você) jamais será a mesma depois disso. Bons resultados

Gustavo Chierighini, atento observador do universo corporativo, é fundador e publisher da Plataforma Brasil, especializada em informações e conteúdos de inteligência empresarial. www.pbrasilnet.com.br

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