Você precisa de um "Coaching"?

Você precisa de um Coaching

Por maior que seja a banalização imposta a algumas siglas da vida corporativa, isso não invalida o valor de determinadas práticas e técnicas. Confesso também que tenho alguma resistência em admitir isso, mas o fato é que eventualmente precisamos nos render e aceitar algumas influências positivas.

O problema sempre foi a banalização, o uso a toa, ou a fixação esquizofrênica (com interesse exclusivamente comercial) de que a sua carreira profissional ou negócio não poderá sobreviver sem que você adote essa ou aquela postura. A velha história do receituário de bolo para todos os infortúnios, aflições e complicações.

Mas muitas vezes, um olhar cuidadoso pode nos trazer outras e mais calibradas perspectivas. É o caso da prática que acompanha o título da matéria de hoje. O "coaching".

Confesso também que já torci muitas vezes o nariz ao escutar alguns profissionais que se posicionam como especialistas no assunto e que se posicionaram por meio de expressões como: "Serei o fio condutor do seu sucesso". Honestamente nunca consegui levá-los a sério.

Mas existem os especialistas de verdade, sérios e competentes, e a prática realmente pode trazer benefícios para várias situações.

Como sabemos a vida corporativa não é fácil e muitas vezes nem razoável, podendo ser caótica em muitas outras. Consciente disso enumerei uma lista de situações, para as quais eu mesmo recomendaria (mesmo sem ser especialista no assunto) um bom "coaching".

Vamos lá:

1) Você assume uma nova área, mas enfrenta feroz resistência dos seus colegas de trabalho, pouco apoio do seu superior imediato, mas é cobrada com a mesma ferocidade dos seus colegas por resultados e desempenho.

2) Você trabalha em uma empresa que acaba de ser fusionada com outra, não sabe o que vai acontecer com a sua posição e não recebe nenhuma orientação, mas observa a direção completamente perdida e desesperada.

3) Você não suporta o seu trabalho, e não atura mais a sensação de falta de realização e de tempo desperdiçado, mas ao mesmo tempo não tem a menor ideia de que rumo profissional tomar.

4) Você é vítima de "bullying" no trabalho e isso começa a afetar a sua vida pessoal.

5) A sua sensação de insatisfação com o trabalho começa a afetar as suas relações particulares e a detonar a sua saúde.

6) Você está sendo pressionada por seus superiores a cometer atos irregulares e antiéticos, e não sabe como proceder sem passar por cima das suas convicções;

7) Você permite que as pressões por resultados e desempenho naturais da sua atividade profissional, ultrapassem a fronteira do escritório e se instaurem na sua vida particular, prejudicando a vida dos seus familiares com chatices corporativas impensáveis para uma vida normal.

8) Você não consegue ter prazer e satisfação na vida fora do trabalho.


Situações extremas exigem atitudes adequadas e trata-se de um ato de inteligência lançar mão dos recursos e soluções profissionais disponíveis. Mas fuja de quem oferece apenas os cansativos "lugares comuns". Procure por gente séria e competente e, jamais, em hipótese nenhuma, permita que os seus problemas e aflições sejam abordados com receituário próprio para a gastronomia.

Gustavo Chierighini, atento observador do universo corporativo, é fundador e publisher da Plataforma Brasil, especializada em informações e conteúdos de inteligência empresarial.

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