Veleiro só de mulheres

Veleiro só de mulheres

Tripulação do veleiro Amni. Foto: divulgação/ Rhodia.

A nutricionista Andrea Rogick velejava com seu marido. Eles tinham um barco, passavam dias navegando, iam para Angra dos Reis, planejavam até viver no mar. Mas, em 2003, ela ficou viúva e se afastou do universo das velas e ventos. “Por quase um ano fiquei congelada, sai do mar, parei de velejar.”

Até que um amigo a incentivou a voltar e montar um barco de tripulação feminina. Ela aceitou o desafio e desde 2004 comanda uma tripulação exclusivamente de mulheres.

Andrea conta que durante o ano elas participam de diversas regatas, mas o principal objetivo é a 36ª Rolex Ilhabela Sailing Week. A competição que é a mais tradicional de barcos a vela da América Latina começou no último dia 4 e segue até o próximo sábado em Ilhabela, litoral norte de São Paulo.

Neste evento, Andrea comanda o veleiro Amni, com mais seis mulheres a bordo, o que de acordo com ela não é nada comum. “Ao todo são 200 barcos na competição, deste total só quatro são totalmente femininos. Na minha categoria são 20 barcos e o nosso é o único só de mulheres.”

Veleiro só de mulheres

Veleiro Amni. Foto: divulgação/ Rhodia.

A comandante conta que a maioria dos homens que velejam gosta e incentiva a iniciativa de barcos femininos, mas durante as competições o tratamento é de igual para igual. “Os adversários não tem muita gentileza, afinal, todo mundo luta pelos seus direitos e pelas vitórias.”


Há dois anos a equipe de Andrea conquistou a primeira colocação na competição que disputa novamente esta semana. Neste ano a equipe está bastante animada em busca de mais vitórias. Vamos torcer por elas!

Por Larissa Alvarez

Comente