Uma mulher no comando da Policia no Rio

Uma mulher no comando da Policia no Rio

Marta Rocha em evento da Assembléia Legislativa do Estado do Rio De Janeiro em 2009. Foto: Vanessa Schumacker/ divulgação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro agora é liderada por uma mulher. A delegada Marta Rocha é a nova chefe e entra no lugar do delegado Allan Turnowski que pediu demissão ontem pela manhã.

A escolha de Martha Rocha foi anunciada ontem pelo Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame que afirmou que o nome foi praticamente uma unanimidade. Ele disse ainda estar honrado em quebrar mais um paradigma na Segurança do Rio ao escolher uma mulher para ocupar pela primeira vez a Chefia de Polícia Civil do Rio.

Ao comentar o momento de crise em que assume o cargo, Martha afirmou não estar preocupada com quem foi preso, mas com os bons policiais. Ela ressaltou que vai continuar a limpa na polícia e, para isso, quer fortalecer a Corregedoria Interna. Martha já foi chefe da Corregedoria da Polícia Civil e dentro da instituição ficou conhecida como uma ‘caçadora’ de contraventores. A fama começou depois de um episódio em 1994 quando seu chefe de gabinete, o delegado Inaldo Santana, foi preso ao tentar intermediar pagamento de propina de bicheiros ao então corregedor.

A delegada, que já foi candidata a deputada estadual, estava à frente da direção geral da Divisão de Polícias de Atendimento à Mulher. Marta ingressou na Polícia Civil em 1983 na comissão de trabalho do plano geral de segurança para a conferência Rio 92 e foi subchefe de polícia em 1999. Ela comandou ainda a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e a 12ª DP (Copacabana), e foi corregedora Geral da Polícia Civil.

Em 1999, foi subchefe de Polícia Civil. Em 2000, como titular da 15ª DP (Gávea), Martha foi responsável pelo inquérito que apurou o caso do ônibus 174, que resultou na morte de uma refém e do sequestrador. Na conclusão da investigação, a delegada indiciou o então comandante do Bope, José Penteado, por homicídio culposo.


Mais uma mulher no comando de um poder quase exclusivamente masculino! Boa sorte para ela!

Por Larissa Alvarez

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