Treinamentos Corporativos

Treinamentos Corporativos

A fim de incentivar a criatividade, a motivação e o espírito de trabalhar em equipe, é comum as grandes empresas recorrem aos chamados Treinamentos Experimentais ou Treinamentos Corporativos. Fora da empresa, os colaboradores permanecem em lugares mais isolados, principalmente no campo, e participam de atividades desafiadoras, como canoagem, arvorismo, entre outros, vivências adaptadas aos objetivos dos líderes e seus colaboradores.

Nos Estados Unidos, a empresa americana Duke Corporate Education é conhecida por criar situação inusitadas no que se refere a treinamentos para executivos e eleita pelo jornal inglês Financial Times como o melhor centro de cursos para eles no mundo. Uma das experiências mais radicais levou 30 diretores da mineradora anglo-australiana BHP Billiton ao deserto em Dubai, para recuperar tesouros perdidos.

Mais condizente com a realidade e utilizando uma temática um pouco semelhante, o Hopi Venturi, programa para empresas desenvolvido no parque Hopi Hari, tem uma programação que envolve o participante em uma série de desafios. Na Corrida ao Tesouro, eles vivenciam situações no contexto da realidade corporativa, ou seja, planejam e tomam decisões em equipe, e exercem a inteligência emocional. São nove horas de atividades: corridas de bicicletas, construção de botes, leilão de objetos, entre outras. Ganha a equipe que somar mais hopis, o dinheiro do Hopi Hari.

Henrique Baccela, gerente de marketing da Telefônica, achou que o programa teve uma repercussão excelente. "A dinâmica mistura de forma construtiva as habilidades e treinamento profissional com diversão". Já para a coordenadora de marketing da empresa, Marta Isidia, "o conjunto de tarefas desenvolvidas é um espelho dos desafios, oportunidades e vivências profissionais".

Durante os desafios, um consultor observa o trabalho da equipe e dá um feedback aos profissionais na própria empresa. "Foi muito positivo em todos os aspectos, mas principalmente com relação à integração de nossa equipe que melhorou bastante", conta Samuel Stafanato, gerente de RH da Itapemirim.

O modelo do Espaço Terra tem o mesmo objetivo, integrar equipes, mas de uma outra forma. Na tranqüilidade do campo, em Embu das Artes, os colaboradores elaboram uma horta orgânica, ordenham vacas e ovelhas, moem cana, produzem energia elétrica a partir da água, aprendem a trabalhar em um tear antigo e na produção da cachaça. "É uma forma de elas voltarem as coisas simples, manuais, para desenvolver habilidades nunca feitas".

Conforme Osório Roberto dos Santos, psicanalista e consultor de Recursos Humanos, as atividades são elaboradas conforme o objetivo das gestores. Se é motivar a equipe, por exemplo, a empresa escolhe os ambiente que são adpatados conforme o tempo de permanência da equipe.

leia também


"Na minha opinião, você não precisa ir tão longe em processos de motivação. Seja qual for o lugar, o mais importante é que o treinamento crie um significado para a pessoa, que isso agregue valor na realidade dela. Em muitos casos, quanto mais simples esse processo, melhor. Ser simples não significa falta de profundidade". O ditado escolhido pelo consultor dá o recado. "Para um bom aluno, uma pedra é um grande mestre".

Por Juliana Lopes

Comente

Assuntos relacionados: carreira motivação trabalho