Trabalhar no mercado de luxo

Meu trabalho é um luxo

Foto: Divulgação

Embora a crise econômica tenha freado um pouco a economia nacional, o mercado de consumo não para de crescer no Brasil. Mas no setor de luxo é diferente. Recentemente a Bain & Company, juntamente com a Fondazione Altagamma, apresentou um estudo na Claudia D’Arpizio, em Milão, na Itália. O resultado não podia ser outro. O estudo destacou um crescimento de 45% no mercado do luxo no Brasil entre 2003 e 2011.

Os consumidores deste segmento são extremamente exigentes, não só com os produtos, mas também com o atendimento que lhes é oferecido. Já é sabido que as mulheres são ainda mais rigorosas neste sentido. E é por isso que as vendedoras de lojas destinadas à classe A passam por um rigoroso processo de seleção.

De acordo com Mayra Rocha, diretora responsável da HumanTrace, boa fluência verbal, simpatia, delicadeza ao atender os clientes e cuidado ao vestir-se são pré-requisitos essenciais. "Neste caso, vestir-se com cuidado é apresentar-se sem exageros", explica Mayra.

Não é possível distinguir a classe social à qual a maioria destas vendedoras pertence. A diretora da HumanTrace afirma que isto é irrelevante. "O mais importante é que elas atendam aos pré-requisitos: postura profissional, excelentes conhecimentos da língua portuguesa e cuidado ao vestir-se", afirma.

Mayra alerta: "Ter conhecimento do mercado do luxo é um diferencial para este caso. Algumas lojas podem até exigir um treinamento especial."


Se em qualquer setor que você atua é importante conhecer o produto que vende, no mercado do luxo não é diferente. Porém, para vender os produtos de luxo, a maioria das lojas não exige conhecimentos técnicos do mesmo. "É necessário que os profissionais vendem tanto o objeto quanto o prazer contido nele. Isto é, o artigo e o valor que está agregado a ele. Geralmente são: exclusividade, tradição, qualidade dos materiais etc.", conta a diretora.

Quem quer se candidatar às vagas pode ficar mais tranquila. "Embora conhecer os artigos de luxo seja uma exigência, usá-los não é", finaliza Mayra Rocha.

Por Bianca de Souza (MBPress)

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