Trabalhar em outra cidade

Trabalhar em cidades diferentes

Melhores salários em grandes empresas e mais chances de alcançar o sucesso na carreira, motivos suficientes para que muita gente vá trabalhar nas grandes metrópoles, mas continue morando na própria cidade.

O fato é bastante comum em São Paulo e as cidades próximas. Para Carla Morel, de 24 anos, passar mais de quatro horas na serra entre Santos e a capital paulista já faz parte da sua rotina. Começou na época de faculdade, quando estudava em São Bernardo. Logo depois foi para a capital trabalhar na área de marketing de uma grande empresa.

Já são seis anos sempre acordando de madrugada e chegando tarde da noite em casa. Mas ela garante que vale a pena. “Gosto muito de Santos e, por enquanto, não penso em me mudar para São Paulo. A rotina é cansativa sim, às vezes com trânsito chego em casa depois das nove da noite, mas compensa”, conta.

Carla prefere ir sempre de ônibus fretado, opção mais confortável, pois ela dorme pela manhã e na volta da viagem também. Existem várias empresas de fretados que fazem trajetos pelas principais avenidas e ruas de São Paulo. Na maioria deles, há pessoas que já levam essa vida há mais de 10 anos. Entre uma viagem e outra, eles assistem a filmes, conversam sobre o dia e ainda promovem festinhas temáticas. Desde festa junina a coquetéis informais com mesa de frios. Toda sexta-feira, a pausa para a pizza é mais do que obrigatória. “Você também amplia a sua rede de relacionamentos. E são ótimos contatos. Nunca se sabe do futuro”, diz.

Quem leva a vida em fretados sabe que organização é fundamental. Os horários são fixos e muitas vezes os passageiros perdem o ônibus. A solução é ficar na casa de amigos e parentes, ou ir direto para a rodoviária. “Ou então pegar um taxi e ir atrás do ônibus”, brinca Carla.

Claudia Burzichelli, de 23 anos, trabalha com planejamento de eventos e já percebeu que está cada vez mais difícil pegar o fretado no horário certo. Sendo assim, ela que já está acostumada a ficar mais de quatro horas por dia dentro do ônibus terá que se mudar de vez para a capital.

“Além de ficar muito corrido para mim, confesso que estava ficando cansativo. Você perde muitas horas do seu dia, tempo que poderia estar fazendo uma atividade física. Acho que também é a hora de sair da casa dos meus pais e ir em busca de novos desafios”, completa.

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Por Juliana Lopes

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