Trabalhar em família

Por algum motivo (geralmente aposentadoria ou saúde) o fundador resolve se afastar da empresa, criando uma situação de incertezas e divergências. Ou, o que é pior, vem a falecer, deixando familiares em pé de guerra pela sucessão. Porém, se houver planejamento, a transição não precisa ser tão tortuosa assim.

O consultor Renato Bernhoeft, que é sócio fundador da Höft, considerada pioneira no mundo na gestão de sucessão familiar, mostra caminhos para transformar empresas familiares em famílias empresárias. Afinal, um dos grandes desafios na continuidade de um empreendimento é saber onde termina a família e começa a empresa.

"Se a família não se vê como sócia ou gestora, esse processo não vai andar, o que vai exigir um longo trabalho para que cada um reconheça os três papéis que desempenha nesse caso: de membro da família, acionista e gestor", afirma.


Para que seja possível movimentar toda essa engrenagem sem conflitos, o programa desenvolvido pela Höft incentiva o diálogo para que sejam definidos objetivos comuns, além de ações coletivas, individuais e de educação continuada para todos os envolvidos.

Mas não é só de intrigas que vive uma família. A vantagem de uma empresa dirigida por familiares é que as decisões costumam ser mais rápidas e a visão de longo prazo é mais acentuada.

Por Lívany Salles

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