TPM no ambiente de trabalho

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TPM no trabalho

Durante a carreira não basta apenas ser bom profissional. Certamente a sua empresa também exige de você a capacidade de trabalhar em grupo e controlar as suas emoções em tempos difíceis. Os psicólogos chamam isso de Inteligência Emocional. É nessa hora que nós, mulheres, temos que conhecer muito bem o nosso corpo, afinal, os hormônios e o ciclo menstrual muitas vezes são nossos inimigos quando lidamos com sentimentos e atitudes.

Para se livrar disso, principalmente da TPM, muitas mulheres preferem acabar com a menstruação. Eliezer Berenstein, especialista em ginecologia obstetrícia e autor do livro Inteligência Hormonal da Mulher, não concorda com esse método. Conforme o ginecologista, o ciclo menstrual permite que a mulher viva em sintonia, uma forma de se equilibrar fisicamente e psicologicamente.

A solução de Berenstein é saber como os hormônios agem no organismo, ou seja, aplicar os conceitos da Inteligência Hormonal, principalmente com os efeitos da TPM. “A TPM é uma doença extremamente séria. Em torno de 42% das mulheres entre 22 e 35 anos sofrem das moléstias pré-menstruais”, ressalta.

Também diretor da TPM Clinic, o ginecologista diz que é bastante comum mulheres que trabalham juntas terem os sintomas da tensão ao mesmo tempo. Durante treinamentos em empresas, específicos para saúde da mulher, com palestras e análise dos sintomas antes da menstruação, ele verificou que as organizações sofrem aproximadamente 10% de perdas no quadro feminino que envolvem problemas menstruais, acidentes de trabalho ou mesmo o aumento de estresse, isso quando comparado aos cargos masculinos.

“Diferente dos homens, as mulheres tem o ciclo irregular. Durante a fase estrogênica, entre o 5º ao 14º dia, elas apresentam uma tendência mais competitiva, pele mais brilhante, menos estresse, apetite normal e o humor mais estável. Isso se reflete no ambiente de trabalho. É quando ela está mais extrovertida e interessa-se mais pelo que acontece no mundo profissional do que no doméstico. Já entre os dias 15º ao 28º dia, a fase Progesterônica, ela é mais cooperadora, e fica mais restrita ao seu setor. Quando ocorre alterações nessa fase o resultado é TPM, fadiga e outros sintomas”, explica.

Para conhecer melhor sobre o assunto, o Vila Sucesso conversou com o profissional. Confira:

Como você observa o comportamento das empresas em relação à saúde da mulher?

As empresas em sua grande maioria foram iniciadas por homens nos século passado. A mão de obra feminina foi incorporada nos últimos anos, de maneira que a mulher foi assumindo cargos masculinos ou novos, porém sem uma adaptação as diferenças de gêneros. Hábitos de trabalho que são naturais para um homem não o são para uma mulher. Muitas empresas tratam a mulher como se ela fosse um homem. Não menstruam, não menopausam. Como os cargos de chefia são preenchidos por muitos homens, eles não entendem como é o sofrimento da TPM, acham frescura de mulher!

Você acha justo as mulheres se ausentarem do trabalho ou mesmo ganharem um ‘atenuante’ caso comentam falhas durante a TPM?

Quando se diagnostica a TPM acho que ela deve se ausentar para buscar ajuda médica. Simplesmente faltar e ficar em casa não é certo. O que se vê é uma cultura patológica que permite que alguém falte ao trabalho porque sofre de um sintoma, mas não demonstra que fez alguma ação para resolvê-lo. A TPM tem cura e, portanto, não se justifica em caso de falhas.

E no caso de crimes?

O uso da TPM como atenuante para crimes só revela que aquela mulher, em alguma fase da vida negligenciou sua saúde. Quem sofre de TPM, sabe que sofre de TPM. Não há uma forma aguda de TPM que só apareça na hora do crime. Isso ocorre, por exemplo, na depressão pós-parto e psicose pós-parto.

Por Juliana Lopes

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