Tomar decisões deixa mulheres estressadas

Tomar decisões pode causar estresse

A frase "A vida é feita de escolhas" é colocada em prática pelo ser humano a todo o momento. Ao levantar, ele decide se vai ao não trabalhar, se vai tomar café ou suco, se vai pegar este ou aquele caminho e adotar esta ou aquela estratégia para que o projeto da empresa tenha sucesso.

Apesar de sabermos que a tomada de decisão é algo natural, ela é capaz de estressar o ser humano. Isso porque, segundo o psicólogo e pesquisador da Universidade Estadual da Flórida, Roy Baumeister, autor do livro "Força de Vontade: Redescobrindo o Grande Poder Humano", nós temos uma reserva de força de vontade que se esgota ao longo do dia.

Na opinião da psicóloga Alda Alice Cavalieri, as escolhas podem representar certo grau de estresse, principalmente quando são feitas sob pressão. "No desempenho de algumas atividades, no trabalho, nas empresas e até nos ambientes familiares, por falta de tempo, as pessoas se veem muitas vezes pressionadas a fazer escolhas rápidas, nem sempre compatíveis ao que realmente consideram melhor", diz.

Por conta dessa pressa, uma decisão errada traz um desfecho infeliz, o que pode afetar de maneira negativa o emocional de um líder de equipe. "Uma decisão inadequada inicialmente pode comprometer a motivação das pessoas para outras escolhas, aumentar seus níveis de insegurança, rebaixar a autoestima e, numa escala de frequência mais severa, pode comprometer a produtividade e os relacionamentos", revela Alda.

É importante lembrar que não é só a pressa que leva ao erro. Para a psicóloga, uma decisão errada pode ser também consequência de estado de fadiga, insegurança e estresse. "Cada pessoa tem seu momento de produtividade com maior índice de assertividade durante o dia e cabe ao líder, por meio de treinamentos, se autoconhecer e aprender a respeitar seus próprios limites", defende.

Alda comenta ainda que todas as atitudes, comportamentos, escolhas e decisões consideradas erradas podem trazer muitos aprendizados sempre, desde que sejam encarados como problemas que podem ser solucionados. "O importante é que a cada erro, o líder possa reavaliar seu contexto e suas causas, em busca de novos resultados e consequências promissoras, evitando, portanto que o erro se repita", orienta.

Para dosar os níveis de estresse e abrir caminhos para decisões menos estressantes e mais assertivas, Alda sugere que as pessoas preservem a qualidade da alimentação, do sono e da atividade física. "Esses são os pilares para que a vida de qualquer pessoa possa tomar caminhos saudáveis e, consequentemente, escolhas mais seguras, tendo como base a tranquilidade e a confiança.


A psicóloga também defende a necessidade de a pessoa se cuidar espiritualmente. "Acredito que o corpo e a mente estão intimamente articulados com o nosso campo espiritual. Talvez a ausência desta prática seja a primeira responsável pela alta frequência dos estados de estresse, resultantes de decisões mal conduzidas e escolhas mal feitas", defende.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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