Sites de relacionamento no ambiente de trabalho

Sites de relacionamento no ambiente de trabalho

Todo mundo sabe: a internet é uma caixinha de maravilhas, mas também esconde muitos perigos. No ambiente de trabalho, pode sim ser usada como ferramenta fundamental, mas se há abuso no uso, vira transtorno para empresários. Portanto, é preciso cautela e bom senso na hora de navegar em sites de relacionamento - como Orkut, Facebook, MySpace, Twitter -, durante o expediente. E de preferência, evitar o clique irresponsável.

Em algumas empresas, o acesso a esses sites é liberado. Na Systêxtil, por exemplo, empresa catarinense que desenvolve softwares para indústria têxtil, a política envolve moderação. "Fora do horário de expediente, é liberado geral. Durante, para as pessoas que precisam fazer consultas para o desenvolvimento de atividades, também não há restrições", conta Pedro Paulo Duarte da Silva, diretor da empresa.

Embora Pedro Paulo veja algumas vantagens no acesso a sites de relacionamento, o uso abusivo deles ainda é muito alto, o que obriga corporações a adotar a política de restrição e monitoramento da rede. "Mesmo tendo algumas vantagens, as possibilidades de abuso e interferência no desempenho é muito grande. Para evitar a necessidade de algum controle mais arbitrário e de difícil solução, acho que o uso durante o expediente normal de trabalho deve ser controlado", pondera.

Para Daniel J. Marques, coordenador de TI (Tecnologia da Informação) da Systêxil, e responsável pelo monitoramento da rede na empresa, infelizmente o abuso lidera. "A internet é uma rede enorme de inutilidade que faz com que as pessoas percam muito tempo com informação desnecessária. Tirando casos isolados, e acredito que a minha realidade não é diferente da de outras empresas, o abuso é certo e geral", afirma.

Mas, mesmo com essa realidade, aquela história de "o que é proibido é mais gostoso" também é válida quando o assunto é internet. "O que notamos é que as pessoas que têm acesso liberado, não abusam. Mas as que estão monitoradas, abusam muito", observa o profissional.

Mesmo tendo vantagens com a proibição de sites na internet, como redução de vírus e melhor aproveitamento com o uso de links - e, consequentemente, redução de gastos -, Daniel afirma que também há desvantagens nesse procedimento. "Sabemos que em uma política restritiva perdemos muito com boas pesquisas que os colaboradores poderiam efetuar durante o expediente de trabalho", pondera.

O mesmo acontece com a Gol, empresa do ramo aéreo. Com exceção da área de comunicação e marketing, todas as outras seções têm uma restrição. "A política de acesso ao conteúdo na internet é definida pelos diretores de cada área da empresa, para garantir necessidades específicas e evitar seu uso inadequado. Após essa definição, a área de segurança da informação revisa essas políticas, para garantir que não exista risco nas categorias de sites liberadas", explica Wilson Maciel Ramos, vice-presidente de Planejamento e TI da Gol. O motivo é simples e óbvio. "Essa política visa garantir o acesso necessário ao desempenho de cada função dentro da companhia", afirma o VP.

Renato Grinberg, diretor geral do portal trabalhando.com.br afirma que bom senso tem que predominar. Afinal, o uso irrestrito e impensado de ferramentas de relacionamento pode, sim, reduzir a qualidade e a produtividade do trabalho desenvolvido pelo funcionário, o que não é nada vantajoso para a empresa (e até para o funcionário).

Não adianta reclamar, é unânime. O velho bom senso é o que vai dar ao funcionário a liberdade (ou gerar uma proibição) quanto ao uso de determinados sites. Cabe a você, agora, decidir para que lado seguir.

Por Tissiane Vicentin (MBPress)

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