Samba mais feminino

Samba mais feminino

Foto: Gabriel Wickbold.

"Somos mulheres independentes". Essa é a definição do grupo "Samba de Rainha" para a integrante Sandra Gamon. Formado por quatro percussionistas (Aidée Cristina, Érica Japa, Gadi Pavezi e Sandra), uma violonista (Naná Spogis), uma cavaquinista (Thais Musachi) e uma vocalista (Núbia Maciel), esse grupo bem feminino conquistou platéias no Brasil e no mundo.

Tudo começou em 2004. As sete mulheres tinham profissões diversificadas - fisioterapeuta, artista plástica, design de bijuteria e até modelo. Reuniam-se às vezes para tocar, por diversão, no apartamento de uma delas. Uma vez, tocando numa festa de aniversário, foram convidadas a animar a inauguração do bar paulistano "Espeto de Bambu". A apresentação lotou a Rua Haddock Lobo e, desde então, a banda não parou de receber convites. "A brincadeira ficou séria e hoje é o trabalho de cada uma de nós", diz Érica, que era arquiteta.

O primeiro CD, "Isso é Samba de Rainha", foi lançado já em dezembro de 2004, e o segundo, "Vivendo Samba", em 2008. Elas já tocaram com personalidades como Tia Surica, da Portela, Leci Brandão, Mart’nália, Preta Gil, Isabella Taviani e Marcelo D2. Realizaram apresentações de grande audiência, a exemplo da Virada Cultural de 2007, que reuniu 3 mil pessoas no centro de São Paulo, às 5 horas da manhã, e o show "Prata da Casa", no SESC Pompeia, que lotou o local e ainda deixou cerca de 300 pessoas do lado de fora, em janeiro deste ano. O "Samba de Rainha" também já fez turnê internacional, tocando em Portugal e Londres, no final do ano passado.

Hoje, a banda toca regularmente em casas de show como "Traço de União" e "Bar Brahma", em São Paulo, e é um dos mais populares grupos de samba do Brasil. O segredo desse sucesso da banda é revelado nas palavras de Érica: "Ensaiamos todas as semanas, para shows específicos ou não". Típica organização e persistência feminina.


Quem quiser conferir esse "Samba de Rainha" pode consultar a agenda de shows no site oficial do grupo (www.sambaderainha.com.br).

Por Priscilla Nery (MBPress)

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