Salário feminino mais baixo

Salário feminino mais baixo mesmo com qualidade co

Renato Grinberg

Apesar de já ter conquistado o lugar no mercado de trabalho e comandar grandes empresas por todo o mundo, as mulheres ainda estão em desvantagem no mercado de trabalho quando o assunto é salário. Dados deste ano do IBGE apontam que, apesar do crescimento de 11,3% na renda da população entre 2003 e 2008, as mulheres receberam 70% do salário dos homens em todas as regiões do País.

O especialista em mercado de trabalho, Renato Grinberg, acredita, hoje em dia a diferença salarial é um problema maior para as trabalhadoras do que a dupla jornada família e emprego. “Isso desvaloriza o trabalho bem feito e, consequentemente, desestimula a mulher. O assunto é tão importante que a primeira lei assinada pelo presidente norte americano, Barack Obama, foi justamente a Lei de Igualdade, que prevê os mesmo ganhos para ambos os sexos.”

A diferença nos salários é problema em todo o mundo, porém pesquisas comprovam que não há diferença entre o trabalho executado por homens e mulheres. Renato Grinberg conta que a ONG norte-americana Catalyst, que tem como objetivo acompanhar os avanços femininos no mercado de trabalho, divulgou em 2007 uma pesquisa que analisou a chefia das 500 maiores empresas listadas pela revista Fortune.

Segundo o estudo, as organizações que tinham uma maior representação das mulheres na direção conseguiram uma melhor performance em relação àquelas com menor proporcionalidade do sexo feminino. “No quesito “Retorno sobre Investimentos”, por exemplo, as companhias que apostaram nelas tiveram um resultado 66% mais positivo do que as que contavam com menos mulheres no comando.”

Para Grinberg, a boa performance das mulheres no comando tem explicação simples. “Qualidades femininas como flexibilidade, paciência, e até mesmo a intuição, garantem, os resultados positivos para as organizações. A mulher, principalmente a que trabalha fora, é casada e tem filhos, consegue desenvolver uma capacidade incrível de liderança. Em casa, mesmo com pouco tempo, muitas conseguem ser as chefes. Capazes de por em ordem um lar, facilmente conseguem levar para a empresa essa proatividade.”

Por Larissa Alvarez

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