Redes sociais incentivam escritores

Redes sociais incentivam escritores

O livro "Cem Toques Cravados", do autor Edson Rossatto

Anônimos ou artistas. Polêmicos ou não. Todos encontram um espaço para se expressar nas redes sociais. E o grande interesse é o retorno rápido, a interatividade. Para os escritores, um mundo que vem sendo cada vez mais explorado. Se antes divulgavam seus livros na Internet, hoje muitos livros nascem dos escritos registrados no twitter, no facebook ou em outras mídias.

Um exemplo é o "Clássicos da Twitteratura Brasileira", produzido pela Suzano Papel e Celulose, que reúne posts de 15 twitteiros brasileiros, entre eles, o empresário e oitavo homem mais rico do mundo, Eike Batista. A coleção nasceu com o intuito de mostrar que o twitter vem despertando o interesse pela leitura, mesmo que de forma rápida e dinâmica.

A ideia também é difundida pela escritor Edson Rossatto, que escreveu um livro de nanocontos chamado "Cem Toques Cravados". Ele conta que, antigamente, quando o escritor só tinha o livro para se expressar, o retorno era muito demorado. Com a Internet, "no minuto seguinte da postagem de seu texto, já tem um comentário de alguém em alguma parte do mundo que leu e deu sua opinião".

A ideia do livro nasceu como um desafio: "contar uma história bem curtinha, com o menor número de toques que eu conseguisse". Na primeira tentativa, Edson conta que chegou a 98 toques e arredondou para 100. "Desde então, não consigo mais parar de escrever nanocontos com exatos cem toques", revela.


E o relato revela a forma como vem assumindo a linguagem virtual: composta de mensagens rápidas, de sentido completo e instantâneo, em um espaço reduzido. E que nunca mais alguém diga que não tem tempo para ler. Com textos tão curtos, isso já é desculpa do passado.

Por Lívany Salles

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