Quando indicar uma amiga para uma vaga de emprego?

Indicar uma amiga para uma vaga

As exigências do mercado estão cada vez maiores e nem sempre as empresas conseguem encontrar profissionais que preencham o perfil estabelecido para a vaga. Diante deste cenário, é muito comum os recrutadores recorrerem às indicações dos próprios funcionários.

Segundo a coaching executiva Elaine Martins, pelo menos 50% das vagas no mercado são preenchidas por meio de indicações. "Essa iniciativa agiliza a contratação, porque, em alguns casos, o candidato pula algumas etapas do processo seletivo", explica.

Mas como escolher o amigo certo para a vaga? O que é importante observar nessa hora? "A primeira atitude a ser tomada é conversar com esse amigo antes de indicá-lo, para saber o que ele espera desta possível oportunidade de emprego. Às vezes conhecemos apenas um lado da pessoa e não estamos cientes do tipo de atividade que ela não estaria disposta a fazer", orienta Elaine.

Outro ponto importante é conhecer bem a vaga e o perfil da empresa. Dessa forma, o funcionário indica a pessoa que possua as habilidades técnicas exigidas pelo recrutador. "Se o candidato não corresponder às expectativas da empresa, a imagem de quem indicou fica queimada, comprometendo sua credibilidade dentro da empresa. Uma opinião ou um novo projeto proposto por ele passará a ser visto com desconfiança", alerta a coaching.

Eliana lembra que é muito comum o funcionário indicar um amigo porque ele está precisando e, por conta disso, estaria disposto a fazer de tudo para sair do desemprego. Mas no mercado atual só necessidade e boa vontade não bastam. "Indiretamente, a cobrança será da empresa e do funcionário. "Imagina se este amigo começar a reclamar da empresa, dizendo que você não explicou direito a vaga e que ele não se adaptou ou não queria fazer aquele tipo de atividade? Além de decepcionar o empregador, você também pode perder o amigo", pensa Elaine.


Outra situação é sugerir para a vaga uma pessoa com quem já se tenha trabalhado, mas Elaine lembra: o perfil desse colega pode não ser o mesmo de antes. "Ele pode estar se preparando para casar, para ter um filho ou estudando outro idioma, o que faz com que ele não esteja disposto a se doar da maneira que a empresa precisa neste momento. É por este motivo que uma conversa antes da indicação é primordial", reforça a coaching.

Por Juliana Falcão (MBPress)

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