Quando indicar um amigo?

Muitas vezes, na ânsia de ajudar um amigo, você acaba indicando ele para um vaga que abriu na empresa onde trabalha. Até aí, nenhum problema. Pelo contrário, a atitude mostra a boa vontade de ajudar tanto o colega quanto a organização, indicando alguém competente para exercer o cargo.

O problema ocorre quando a amizade é critério de indicação. Segundo especialistas, indicar amigos para empregos sem uma avaliação criteriosa da vaga e do profissional pode ser um risco para a imagem e credibilidade de quem está indicando.

Paula (nome fictício) aprendeu a lição de uma forma bem decepcionante. Para ajudar familiares do marido que precisavam de emprego, indicou duas pessoas para trabalhar no bazar de uma entidade filantrópica na qual ela trabalhava na época. Ambas eram auxiliares de vendas. Para sua surpresa, uma começou a pegar coisas escondidas. E a outra passou a tratar mal os clientes e a faltar várias vezes.

Com muitos anos de serviço prestado, Paula conta que a confiança não foi abalada na ocasião, pois a diretoria percebeu que ela também fora enganada e não teve culpa. Ainda hoje presta alguns serviços para a instituição e o episódio foi esquecido. "Mesmo assim ficou chato, a experiência não foi boa", lamenta.


O ideal, de acordo com profissionais de Recursos Humanos, é que o perfil realmente se encaixe ao proposto na vaga. Do contrário, pode perder a confiança da gerência. Pois entende-se que ou havia dúvida em relação a competência do amigo, mesmo assim o recomendou, ou não tinha certeza sobre a dedicação e habilidade dessa pessoa, e não informou isso à empresa.

Por Lívany Salles

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