Quando é hora de mudar de emprego?

Quando é hora de mudar de emprego

Foto: Hero/Corbis

Plano de carreira, reconhecimento profissional e salário melhor são alguns dos fatores que têm contribuído para a mudança de emprego de muitos brasileiros. Isso é o que concluiu uma pesquisa realizada pela Infojobs com mais de 30 mil profissionais. No levantamento, cada entrevistado atribuiu valores de 1 a 5 (sendo 5 o motivo maior e 1 o motivo menor) para a relevância de cada item.

Para Mário Persona, professor, consultor e palestrante de marketing e carreira, todas as razões apresentadas no estudo são suficientes para se mudar de emprego, porém varia de acordo com os critérios de cada profissional. "Eu mesmo já mudei de emprego por melhor salário, menos pressão e viagens no trabalho. Varia muito do momento da vida, idade dos filhos, entre outros", diz ele.

Persona destaca que se a pesquisa refere-se ao "plano de carreira" que a empresa oferece, o item não deveria estar em primeiro lugar na lista. "Isto porque nos dias de hoje ninguém pode confiar que terá uma carreira na empresa, tamanha é a velocidade das mudanças". Aliás, ele explica que quem trabalha em banco há alguns anos já deve ter trocado duas ou três vezes de empregador sem sair de sua mesa. "Essas alterações também modificam as perspectivas de se fazer carreira na empresa", completa.

Por outro lado, se "plano de carreira" tiver relação com aquilo que o profissional se propõe a fazer, então está correto. "Eu incluiria descontentamento com a função, pois é comum um profissional ideal para uma determinada função ver seu talento desperdiçado desempenhando outra", opina.

O consultor descreve que atualmente existe uma rotatividade de profissionais nas empresas, pois o mercado exige assim: "Dependendo da função que o profissional irá assumir em uma nova organização, o tempo que passou na anterior pode ser bom ou ruim para sua imagem profissional". E complementa: "Quem nasceu no emprego e nunca mudou pode passar uma imagem de pouca iniciativa. Mas isto irá depender, evidentemente, da função que desempenhou, da empresa, dos resultados que obteve, entre outros".

Sendo assim, o melhor aproveitamento dos talentos humanos é vital. "Muitos gestores não sabem observar o potencial de seus liderados para identificar funções em que eles seriam mais produtivos e trabalhariam com maior prazer", esclarece Persona, afirmando também que as pessoas não buscam um trabalho apenas pelo dinheiro, mas sim por prazer e prestígio.

E por mais que o profissional esteja procurando oportunidades que valorizem sua mão-de-obra, o consultor faz um alerta: "Deve sim buscar uma alternativa quando perceber que é possível. Porém, quem contrata sabe identificar se é uma pessoa que vive mudando de emprego porque nasceu descontente e vai viver se lamuriando sempre ou se é alguém audacioso e que quer experimentar de tudo um pouco para aumentar sua bagagem".

Para mudar de emprego deve-se primeiro analisar se está preparado financeiramente e emocionalmente. "Às vezes o profissional está, mas a família não. Ele deve levar isso em consideração. Depois manter sempre seu currículo atualizado e, se possível, participar de redes sociais voltadas para a profissão, como o Linkedin", sugere.

Mas não saia fazendo propaganda de si mesmo nas redes sociais! Persona diz que a pessoa deve procurar empresas que estejam em busca de profissionais, e é claro, contar com outros profissionais para ajudá-lo. "Não existe uma melhor rede social profissional do que aquela que você mesmo cria quando ajuda pessoas a crescerem profissionalmente. Um dia vem a recíproca daqueles que se sentirão sempre gratos a você por ter se lembrado deles na hora mais difícil", ressalta.

Confira o ranking desenvolvido pela Infojobs:

1º - Plano de carreira

2º - Reconhecimento profissional

3º - Salário melhor

4º - Benefícios relacionados à qualidade de vida

5º - Ambiente de trabalho

6º - Flexibilidade de horários

7º - Participação nos lucros

8º - Responsabilidade social

9º - Novos desafios

10º - Oportunidade de assumir um cargo de liderança

Por Stefane Braga (MBPress)

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