Quando a autocrítica se torna excessiva

Avaliar se o seu trabalho é satisfatório ou não e procurar mudar alguns pontos que não estão de acordo. Fazem parte do processo de autoconhecimento. Logo, é importante para o crescimento pessoal e profissional. O problema, como tudo na vida, é o excesso de crítica, que pode atrapalhar o andamento profissional em vez de ajudar.

Porém, o pensador alemão Otto Rank já alertava no século passado que a autocrítica não é saudável quando a pessoa se coloca numa posição de inferioridade, de culpa e se anula em razão disso. A imagem passa a ser negativa e ela deixa de produzir por achar que não é capaz.

Além disso, com a competitividade acirrada, muitos profissionais começam a se comparar com outros, tornando a crítica ainda mais conflitante. Afinal, análise deve ser sempre em relação a ele mesmo. Os erros devem servir para não serem repetidos. E a avaliação das atitudes, dos ideais e das reações é uma importante ferramenta para alcançar os objetivos.

Em artigo, a empresária Helena Ribeiro escreve que, para desenvolver a autocrítica saudável, é aceitar que ninguém é perfeito. É importante avaliar também os talentos e, principalmente, as metas que deseja alcançar. "É você com você mesmo, sempre. É 'virar a lupa' para dentro de si e analisar-se integralmente, admitir erros, e se possível corrigi-los".

Por Lívany Salles

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