Prós e contras do famoso brainstorming

Prós e contras do famoso brainstorming

Foto: Sujin Jetkasettakorn http://goo.gl/0qoE9

Toda organização conta com a criatividade e capacidade estratégica de seus funcionários para se destacar nesse mercado competitivo, onde sempre vence o melhor. Na busca incessante de métodos eficazes para conseguir extrair de suas equipes todo o talento e ideias, muitas instituições aderirem ao sistema de brainstorming, no qual todos os envolvidos no projeto se reúnem para compartilhar as opiniões. E quais são os benefícios disso?

"O brainstorming ou ‘tempestade de ideias’ é uma técnica de comunicação e de treinamento antiga e muito útil. Os maiores benefícios decorrem da participação livre das pessoas na sugestão de ideias para solução de um problema, por exemplo", explica Laerte Leite Cordeiro, mestre em administração e diretor geral da Laerte Cordeiro Consultores em Recursos Humanos. "Numa sessão de brainstorming qualquer sugestão vale, até as mais malucas. Quando ocorre a sessão tudo o que se pode dizer é aproveitável."

Segundo Laerte, se existem pessoas que trabalhando sozinhas são capazes de analisar todos os ângulos de um problema, em grupo elas terão condições de fazer um trabalho muito mais criativo. Outro fator agregador é que os inibidos também conseguem contribuir com as ideias sem temer críticas. E ressaltou: "O moderador da sessão deve saber envolver todos do grupo, desde os falastrões até os tímidos, no decorrer do evento. Qualquer contribuição é aproveitável e todos perdem o medo de expor suas ideias".

Mas será que a pessoa tímida consegue realmente expor todas as ideias em grupo? "Há muitos estudos e muita controvérsia a respeito, afinal depende muito de cada personalidade, do tipo de criatividade e, sobretudo da equipe. Num grupo no qual as pessoas censuram ideias dos outros é difícil ser criativo", criticou Gisela Kassoy, especialista em Criatividade, Inovação e Adoção de Mudanças que atua com consultoria em programas de ideias, seminários, palestras e facilitação na geração e avaliação de ideias.

Para Gisela, algumas pessoas sentem receio de comentar suas ideias e seguem uma tendência do grupo ao invés do seu próprio raciocínio, pois existe um fenômeno chamado conformidade que faz com que as pessoas se amoldem aos grupos. "Vai desde bocejo e risadas, que ‘contaminam’ a todos, até o desejo consciente de fazer parte, quando as pessoas se esforçam para não dar bola fora. Este fenômeno uniformiza o pensamento e intimida os diferentes. É por isso que as empresas estão valorizando tanto o respeito à diversidade".

A especialista destacou que para a pessoa tímida perder o medo de expor ideias, pode apresentar seus projetos e opiniões de forma escrita, sobretudo se a empresa tiver intranet, programas de ideias ou algum veículo para que ela se exponha. Se a pessoa for tímida, inclusive para escrever, precisa fazer um esforço para ultrapassar essa barreira. E afirmou: "Pessoas que falam menos normalmente têm sua fala mais respeitada, o que acaba sendo uma vantagem".


Gisela ressaltou que para se destacar não basta ser original, é preciso entender o que o mercado vai querer, não apenas o que ele quer agora. Além disso, as fases posteriores como venda, disseminação e implementação da ideia podem ser trabalhosas. "Algumas pessoas acham que sua ideia é tão boa que ela caminhará sozinha. Não é bem assim: é preciso tato, persistência e trabalho", concluiu Gisela.

Por Stefane Braga (MBPress)

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