Profissão DJ - entrevista com Ingrid Diniz

Profissão DJ

Foto - Divulgação

De coadjuvante a protagonista de baladas. Hoje em dia, DJs, ou Disc-Jóqueis, estão em toda a parte, desde bandas de rock, academias e até no Big Brother. Com um aparato e tanto, eles conseguem elaborar um mix de estilos musicais, desde house, psy, techno, entre outros, e chegam a comandar uma platéia de dar inveja a muitas bandas. “Este fim de semana toquei para mais de 20 mil pessoas em uma rave. Era um tapete de cabeças. Foi incrível”, diz a Dj Ingrid.

Conhecida em todo país, Ingrid conquistou uma série de prêmios e indicações. Melhor DJ Progressive 2003, pela Folha Ilustrada, e 46º melhor DJ feminina do mundo são alguns deles. Esteve em algumas edições do Skol Beats, festivais da Argentina e Chile, e este ano se apresentou no clube “Passage”, na Áustria.

E a moça não se contenta em apenas reproduzir as músicas, ela também é produtora e já tem faixas lançadas no mercado. A mais recente é "Lover Boy", com o selo da produtora Definittive Records, disponível no site Beatport.

A paixão por música eletrônica aconteceu em 98 durante as férias em Londres, quando conheceu os melhores clubes da cidade. “Ao pisar na The End não consegui tirar os olhos da cabine do DJ. Aquilo tudo me enfeitiçou!", comenta.

Confira o bate papo com a DJ!

Vila Sucesso: Existem dois projetos de lei no Congresso para regulamentar a profissão. Um deles surgiu a partir de um sindicato não-oficial dos “profissionais da cabine de som” de São Paulo. Eles sugerem que para se apresentar, um DJ terá que ser registrado em um sindicato e provar que é capaz de exercer a profissão. Qual é a sua opinião sobre isso?

DJ Ingrid Diniz: Assim com eu tem gente que começa na carreira por acaso e vai procurar um curso de discotecagem. Mas há também aqueles que nascem com o talento e se deram muito bem, sem precisar conseguir um “diploma”. Hoje nós ganhamos por festa. Somos prestadores de serviço, autônomos, e a agência que fica com 20% do valor por fazer o trabalho de divulgação, assim como acontece com músicos, ou mesmo uma modelo. Acho que pode ser complicado estabelecer um piso salarial para isso, por outro lado filtra quem realmente tem talento.

Vila Sucesso: Você tem um estilo musical próprio?

DJ Ingrid Diniz: Não gosto de ser rotulada por só tocar isso ou aquilo. Sempre digo que misturo techno e house, porque dentro deles têm várias vertentes.

Vila Sucesso: Como costuma ficar antenada?

DJ Ingrid Diniz: Internet sempre! Trabalho de quinta a domingo. Entre segunda e quarta aproveito para buscar o que tem de legal. Acesso bastante o site Beatport, específico de música eletrônica. O custo por música não chega a ser muito alto. Às vezes também procuro em sites gratuitos algum rock famoso para incluir no meio das músicas. Também aproveito esse tempo para ficar com o meu filho, de 12 anos, e para aprimorar o meu trabalho de produtora. Sem dúvida é um diferencial neste mercado que está começando a ficar saturado. Mas é complicadinho porque você precisa aprender bem como mexer no software, harmonizar os estilos, enfim, mas vale à pena.

Vila Sucesso: Balada inesquecível?

Várias. Esse fim de semana fiz duas: no sambódromo e uma rave para 20 mil pessoas que começou às 11 da manhã. É maravilhosa a energia que você sente! Meu grande projeto é tocar novamente na Europa e ver a música que eu produzi no topo das paradas!

Por Juliana Lopes

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