Poliana Okimoto - da fobia do mar à vitória em Maratonas Aquáticas

Poliana Okimoto  exemplo de superação

Foto/Reprodução Site Oficial Poliana Okimoto

Poliana Okimoto, 28 anos, recentemente conseguiu uma vaga para as Olimpíadas de Londres, ao disputar o Mundial de Esportes Aquáticos, em Xangai (China). E pensar que ela começou no esporte justamente com medo do mar, um obstáculo que a impedia de participar das competições.

A atleta não esconde o pavor que sentia só de pensar em dar de frente com tubarões e baleias. Superada a fobia, em 2005, Poliana disputou, venceu e quebrou recorde na Travessia dos Fortes, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Essa foi a primeira braçada rumo a uma série de títulos.

A esportista começou sua carreira nas piscinas. Foi Ricardo Cintra, seu técnico e marido, que a convenceu a migrar para o mar. Tática bem sucedida. Em 2010, Poliana conquistou o tricampeonato na Travessia. A prova tem 3,5 quilômetros de extensão e foi cumprida em 39 minutos e 25 segundos. No ano passado, a paulista foi vice.

Poliana é membro da Seleção Brasileira, ao lado de Ana Marcela, Samuel de Bona, Allan do Carmo e Victor Colonese. O Pan de Guadalajara 2011, no México, terá inicio em 14 de outubro. Nessa competição a brasileira optou por não disputar a prova de 400 e 800 metros livres na piscina. O motivo é simples: Poliana quer focar na maratona aquática de 10 km para conquistar a medalha de ouro. A decisão foi tomada com a orientação de seu treinador.

Segundo o casal, os motivos são as datas de ambas as provas e os locais em que elas ocorrerão. As de piscina acontecem poucos dias antes da maratona aquática. O que inviabiliza a disputa em ambas é o fato de que é preciso uma preparação bem diferente para nadar na altitude e em seguida no nível do mar. Em 2009, Poliana foi campeã da Copa do Mundo de Maratona Aquática.


Que bom que a atleta tem fibra. Aquela garotinha que iniciou as aulas de natação aos sete anos de idade não desistiu. Poliana conta que observava seu irmão mais velho na piscina e sonhava nadar como ele. Chegou a pensar que nunca poderia fazer parte da seleção da academia. A paulistana superou seus medos, ultrapassou desafios e hoje é motivo de orgulho para todo o país.

Estaremos na torcida. Que venham muitas medalhas para o Brasil!

Por Bianca de Souza (MBPress)

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