Perfil: Silvia Tavares - sucesso na Austrália

Perfil Silvia Tavares  sucesso na Austrália

Nicole - vermelha. Foto: divulgação/ Nikin.

O negócio dela é desenhar bolsas. E já ganhou o outro lado do mundo. A designer brasileira Silvia Tavares, de 33 anos, arrasou no último Mercedes-Benz Fashion Festival da Austrália, no final de agosto. Apaixonada por bolsas desde menina - e vivendo no primeiríssimo mundo há oito anos - ela apresentou uma coleção forte, colorida e cheia de personalidade. A inspiração, claro, vem da experiência que ganha viajando pelo mundo. E a técnica, do talento natural e também dos conceitos aprendidos na FBI Fashion College, em Sydney, em 2005. Ela mudou para lá pensando em cursar hotelaria, mas descobriu que é a moda que faz o mundo dela girar.

Um ano depois do curso de acabar, Silvia começou a desenhar os modelos e precisou de apenas mais 12 meses para confeccioná-los. A marca, batizada de Kinin - apelido de infância que ganhou da mãe -, foi vendida inicialmente na feira tradicional da pacata Port Douglas, praia do nordeste australiano e o ponto em terra firme mais perto da grande barreira de corais.

Com o sucesso, começaram a faltar mãos para costurar tantas bolsas. Em 2008, a confecção foi terceirizada e hoje - já na terceira coleção - é vendida em lojas por toda Austrália. "Me inspiro no dia-a-dia, nas pessoas, em obras de arte, na natureza, e em blogs tipo Sartorialist [thesartorialist.blogspot.com]. Tudo é inspiração, por exemplo o modelo Clutch (Kate Clutch), dessa coleção, foi inspirado em uma ‘cuff’ [punho da manga]", contou Silvia, em entrevista ao Vila Sucesso. "Quanto à matéria prima, no momento, as peças são feitas somente em couro e algodão. E o couro, sem dúvida, é o material com o qual mais gosto de trabalhar". Ela revelou também como está o mercado do outro lado do mundo e se pensa em vender suas peças aqui no Brasil também. A gente adoraria!

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Como surgiu a ideia de confeccionar bolsas?

Eu sempre tive uma relação mais próxima com bolsas, por ser um acessório que eu gosto muito. E muitas vezes eu não encontrava modelos que me agradassem, então pensei: por que não fazer peças que eu gostaria de usar?

Se pudesse falar em tendências, qual sua aposta como o grande hit do verão - aqui e na Austrália?

Acredito que as tendências devem ser as mesmas aqui e no Brasil, muito vermelho, correntes, cores cítricas e o nude.

As suas bolsas estão à venda em lojas comuns ou de marca própria? E quanto custa, em média, uma bolsa?

Na Austrália há um incentivo muito grande a estilistas que estão começando a carreira. E os modelos são vendidos em lojas que dão atenção especial a estes estilistas. As bolsas custam a partir de Au$172 podendo chegar à Au$847.

Por que acha que elas fazem tanto sucesso na Austrália?

Elas são bem diferentes das bolsas que as mulheres estão acostumadas a usar aqui.

Você as vende aqui no Brasil também?

A Kinin ainda não é comercializada no mercado brasileiro, mas há planos sendo trabalhados com parceiros do país. Vou ao Brasil na segunda quinzena de dezembro e quero fazer um contato com algumas lojas. Estamos em fase de negociação com parceiros também na Nova Zelândia.

Você foi destaque na semana de moda da Austrália. O que isso significa pra você? E já pensou em desfilar por aqui também?

Foi gratificante, sensação de mais uma etapa vencida - e que venham as próximas! Estar num país onde a cultura é totalmente diferente e conquistar espaço é importante para o desenvolvimento da marca. Um passo de cada vez! Ainda não pensei em ter a Kinin na passarela brasileira, mas não vou descartar as possibilidades.

Você não trabalha sozinha, certo? Como está sua equipe hoje?

Na Austrália, eu trabalho sozinha, e contrato free lancers quando necessito. As bolsas são fabricadas em Hong Kong, e lá eu tenho uma assistente que cuida de tudo pra mim.

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Minha coleção cresce a cada dia. É inevitável... Eu tenho mais de 40 modelos. As marcas que mais admiro são Marc Jacobs, Chanel, Prada e Kinin, claro!

Por Sabrina Passos (MBPress)

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