Perfil feminino no mercado de trabalho

Perfil feminino no mercado de trabalho

Garantir o mesmo salário para funções iguais aos dos homens e conquistar mais cargos de chefia dentro das empresas, reivindicações antigas das mulheres que aos poucos vem sendo conquistadas por elas no mercado de trabalho.

A valorização profissional é outra questão. Algumas pesquisas comprovam que as organizações não aproveitam toda a capacidade que as funcionárias têm para oferecer dentro das empresas. Conforme uma pesquisa da empresa de Recursos Humanos Manpower, feita com 29 mil gerentes e diretores de RH em 33 países, apenas 49,1% do potencial produtivo feminino é bem aproveitado.

Apesar de elas estarem mais preparadas, afinal são mais mulheres no ensino superior, somente 60% estão empregadas, contra 75% no lado masculino. Isso acontece porque na maioria das organizações a carga horária é pouco flexível, o que faz muitas mulheres desistirem da carreira para cuidar da casa e dos filhos.

Os próprios entrevistados confirmam isso. Para 48% deles, assumir a dupla jornada entre casa e trabalho é considerado um obstáculo. Entretanto, a boa notícia é que 72% dos participantes afirmaram que já foram dirigidos por mulheres que atingiram a maternidade.

"O melhor uso da mão-de-obra dessas colaboradoras pode acarretar em crescimento econômico, redução da pobreza e elevação do bem-estar social, colaborando para a manutenção do desenvolvimento sustentável dos países. As empresas que investem na inserção das mulheres no mundo empresarial têm chances maiores de prosperar no longo-prazo", analisa Augusto Costa, Diretor Geral da Manpower Brasil.

Aqui no Brasil, a Catho Consultoria em RH traçou um perfil das mulheres no mercado a partir de um estudo com mais de 100 mil executivos do Estado de São Paulo e observou a opinião deles em relação a atuação das mulheres.

Para 64,75% dos participantes, apesar dos menores salários, competência e melhor preparo acadêmico são os fatores que explicam o crescimento da presença das mulheres em cargos de liderança.


Entre as qualidades profissionais das mulheres, cerca de 50% indicaram que elas têm maior capacidade de comunicação. Já 31% também afirmam que mulheres líderes sabem valorizar melhor seus subordinados. “Ela nos mostra, com números concretos, como a carreira de um profissional é influenciada pelas mulheres, que hoje também ocupa posições e recebe promoções”, finaliza o diretor geral Norberto Chadad.

Por Juliana Lopes

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