Partido Político para mulheres

Partido Político para mulheres

Mais uma pesquisa comprova que a participação feminina na política ainda é pequena. Conforme a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), que traçou um panorama da presença delas em cargos de chefia nos Governos Estaduais e no Distrito Federal, das 528 secretarias estaduais, apenas 87 (16,48%) têm uma mulher no comando, enquanto 441 (83,52%) são chefiadas por homens. A maioria está em pastas ligadas às Políticas Sociais (73,56%).

Realizada em parceria com a equipe do site Mais Mulheres no Poder Brasil, o estudo mostra que a região Norte é onde elas têm maior representatividade. O percentual é de 21,32% nas secretarias estaduais. Uma das razões a ser considerada, conforme Bernadete Aparecida Ferreira, militante do Movimento Feminista, da Articulação de Mulheres Brasileiras e do Grupo de Trabalho Mulheres do Fórum da Amazônia Oriental, é que a população feminina na região Norte está em maior número. Em entrevista ao site, ela diz que a formação de cotas foi um incentivo, mas não tão representativo assim. "A curto e médio prazo, essa cultura não deu tantos resultados, porém, principalmente nas capitais e nos diretórios centrais de partidos, as mulheres têm exigido mais seus direitos políticos", ressalta.

Já na Região Sul apenas 12,7% de mulheres estão em cargos do primeiro escalão nos governos estaduais, o menor resultado do Brasil. O Estado de Mato Grosso do Sul foi o que mais se aproximou da paridade entre mulheres e homens no primeiro escalão estadual. "As políticas sociais em nome de muitos homens têm como executoras as mulheres. Além disso, essas ações muitas vezes não são em benefício de nós próprias", ressalta Suêd Haidar Nogueira, idealizadora do Partido da Mulher Brasileira, que busca conseguir uma legenda para lançar candidatas nas próximas eleições.

Conforme a presidente nacional, apesar de o partido já estar formado e registrado, ainda são necessários 469 mil assinaturas de apoio para a inclusão do número da legenda no Tribunal Superior Eleitoral. "Nós tivemos um problema porque parte dessas assinaturas não puderam ser consideradas. Isso aconteceu em razão do preenchimento errado do nome. Muitas mulheres assinam como casadas, mas no título ainda consta que elas são solteiras, pois algumas não mudaram a documentação após o casamento", explica.

Dessa forma, agora o partido tem 410 mil assinaturas e precisa buscar 59 mil até o final deste mês por meio de vários programas e organizações com foco na mulher. No início, o desejo do partido era conseguir um milhão de pessoas apoiando a causa. Mesmo assim, 469 pessoas a favor de sua criação são o suficiente para conseguir a inscrição no TSE.

"O principal objetivo do partido é trabalhar a mulher nos campos social, econômico, político, ambiental, educacional e defender os seus direitos. Lutar pela inclusão da mulher em cargos majoritários, por uma educação pública de qualidade, igualdade de direito entre os sexos e auxiliar na questão da violência doméstica".


Conforme Suêd, para apoiar a causa basta imprimir uma ficha de assinatura que está no site do partido (http://www.pmb.org.br/Fichas%20de%20Apoiamento.html) prestando atenção às instruções da página. Ela pode ser preenchida por mais pessoas, cidadãos brasileiros com mais de 16 anos de idade que possuam título de eleitor. As fichas devem ser enviadas para a sede da Comissão de Legalização do PMB no Rio de Janeiro. O endereço é Rua do Rosário, 107, sala 501 Cep: 20041-004 - Rio de Janeiro - RJ.

Por Juliana Lopes

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