Panfletar currículo nem sempre dá certo!

Panfletar currículo nem sempre dá certo

Photostock Images/ http://bit.ly/gdAJw0

Muito se discute sobre a importância do currículo para conseguir uma oportunidade de emprego. Para alguns, enviar currículos por e-mail não tem a mesma relevância que antes possuíam, pois as empresas os descartam antes mesmos de analisá-los. O que vale atualmente é manter uma boa rede de contatos para receber indicações. Já para outros, um currículo bem desenvolvido ainda é essencial. Então fica a dúvida, o currículo é ou não importante para conquistar um emprego?

Embora a rede de contatos seja importante para facilitar a contratação, o currículo é imprescindível, como explica a psicóloga Meiry Kamia, mestre em administração de empresas e consultora organizacional: "O currículo, muitas vezes, vai aonde o contato pessoal não alcança. Algumas áreas são tão disputadas que os contatos pessoais já se esgotaram há tempos, e os currículos, nesses casos, são muito bem-vindos".

A consultora afirma que no mercado de trabalho há muita disputa, mas também muita oferta e fazer o currículo chegar mais longe passa a ser uma vantagem para o candidato. Além disso, a melhor maneira de conseguir se destacar é utilizar o marketing pessoal. "Este artifício não diz respeito ao que você diz sobre você mesmo, mas ao que as pessoas dizem sobre você quando você não está por perto".

O marketing pessoal leva em conta questões relacionadas ao caráter pessoal (honestidade, confiabilidade e companheirismo) e também o perfil profissional (pontualidade, comprometimento, conhecimento técnico, iniciativa, proatividade, capacidade para trabalhar em equipe, foco em resultado). "Costumo dizer que profissionais que vestem a camisa da empresa, ou seja, trabalham como se a empresa fosse sua, são os que nunca ficarão sem emprego. Há sempre alguém ‘de olho’ em talentos como esses", diz Meiry.

Mas para conquistar o emprego desejado não basta fazer o marketing pessoal e possuir um bom currículo, o profissional precisa conhecer seus pontos fortes e reconhecer aqueles que ainda precisam ser melhorados. Segundo Meiry, a postura humilde é o fator que o levará a enxergar oportunidades de crescimento. "Nem sempre o emprego ideal é aquele que paga mais. Às vezes, o emprego ideal é aquele que cria condições para que o profissional desenvolva habilidades necessárias para alcançar os objetivos previamente traçados", dispara.

A psicóloga também relata que o profissional deve ter um planejamento de médio e longo prazo, na qual determine que tipo de trabalho deseja ter, até onde quer chegar (cargo) e o quanto de tempo dispõe para isso. "Uma vez que o profissional tenha delimitado uma meta pessoal, é mais fácil ele escolher a empresa e o emprego que deseja", esclarece.


Segundo a especialista, o erro cometido por muitos é ficar esperando que alguém bata à sua porta perguntando se precisa de um emprego. A especialista comenta que outro erro é sumir de encontros sociais por estar desempregado. "Esse é o momento em que o profissional deve se esforçar para ir a lugares onde a possibilidade de encontrar gente diferente é maior", conta ela. "Busque conversar, conhecer pessoas e verificar onde você pode ser útil. Assim, você amplia sua rede social, deixa uma marca positiva e aumenta as chances de se recolocar no mercado", acrescenta.

Devemos deixar claro que a rede de contatos deve ser feita de forma natural e constante. Ser natural significa fazer amigos colocando em primeiro lugar as pessoas e não os cargos e empresas que trabalham. "Almoce com pessoas diferentes, vá à festas de amigos e reviva relacionamentos mais antigos, mesmo que seja para dar um ‘alô’ para saber como a pessoa está. Lembre-se: quem é visto, é lembrado! Amizade é como planta e precisa ser regada constantemente", assegura a consultora.

Por Stefane Braga (MBPress)

Comente