Os profissionais do futuro

Numa das entrevistas que concedi à imprensa me perguntaram sobre as profissões do futuro. Eu não consigo ver quais serão exatamente essas profissões. O que é possível ver é a atitude que os profissionais que querem ser bem-sucedidos precisam ter.

Quantas vezes você já se pegou pensando nas mudanças que teriam que ser feitas no seu modo de atuar profissionalmente, mesmo quando você acreditava que aquilo era certo até ontem? Eu costumo dizer que as mudanças são tão imediatas que até quiromante está fazendo previsões de curto prazo, de seis meses no máximo, o que tem aumentado seu faturamento.

Creio que está faltando coerência quando as pessoas pensam em previsões para o futuro. Pois você hoje é fruto do que foi ontem, e será amanhã resultado do que estiver fazendo hoje. Logicamente que precisamos ter metas e objetivos claros, mas atentos em relação à competitividade que iremos ter, e para isso, temos que nos voltar para coisas básicas, como:

  • Estar atento ao mundo da Internet. A Internet é uma verdadeira ferramenta para o crescimento pessoal, profissional, social, para gerar negócios, criar relações, enfim, para sobreviver. Ainda existem pessoas acreditando que podem ”sobreviver” sem precisar recorrer às parafernálias eletrônicas.
  • Ser proativo (a). O mercado não dá mais tempo para quem espera. As pessoas precisam sair em busca do que desejam, independentemente do seu ramo de atividade profissional, ou posição social. Sempre digo que se a situação de qualquer negócio está ruim é porque algo não está sendo feito corretamente, e que se a situação é boa, pode ficar ruim se você deixar de procurar novas alternativas.
  • Fazer parte de clubes, associações, etc. As pessoas querem e precisam pertencer a algum grupo de afinidade, seja profissional, cultural ou social. O associativismo é uma realidade e nem sempre tem finalidades financeiros, porém sempre trará um retorno, mesmo que seja de networking. Ninguém faz nada sozinho. Quem estiver preocupado apenas com o individual está perdido.
  • Ganha-Ganha. Só fica no mercado hoje quem tem clara a premissa do ganha-ganha. Quem ainda atua para ganhar sozinho e explora pessoas e circunstâncias em benefício próprio não vai longe. Precisamos conhecer o outro e respeitá-lo para que possamos gerar negócios, gerar lucratividade, gerar benefícios em prol do coletivo.
  • Empreendedorismo. Temos que empresariar nosso próprio talento. Quem espera do outro, da empresa, do sócio ou da família para acalentar seus objetivos e obter êxito já está fora do mercado. O empresário do próprio talento tem uma visão macro, ele sabe o que quer, pesquisa, traça um plano de negócios. O "achismo" é um mecanismo que não funciona nos dias de hoje e funcionará ainda menos no futuro.
  • Se você ficar atento a essas atitudes básicas, com certeza estará preparado (a) para qualquer profissão do futuro. Pois, daqui a 5 ou 10 anos, não teremos necessariamente profissões específicas, mas sim profissionais tão capacitados e bem-sucedidos que dificilmente não terão empresas interessadas em suas habilidades. Recicle-se sempre, e mantenha sua mente aberta para o aprendizado de novas habilidades para potencializar as que você já tem.

    Boa Sorte!

    Colunista do Vila Sucesso e Vila Equilíbrio, Leila Navarro é palestrante motivacional e comportamental, além de ser empresária e Presidente do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Capital Humano.

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