O que vestir em uma entrevista de emprego

O que vestir em uma entrevista de emprego

Sugestão de Cris Vieira. Camiseta Ausländer para Kinka, colete Gregory, saia Claudia Simões, brincos Trudys, relógio Swatch, bolsa Jú Cortez e sandálias Santa Lolla.

Na hora de enfrentar uma entrevista de emprego, não basta apenas ter um currículo recheado de boas experiências. A aparência conta, claro. Mas até para você mesmo, se sentir mais segura, vale apostar num look certo, que agrade o entrevistador, seja lá quem ele for.

Para você não pecar pelo exagero e nem pela simplicidade, o Vila Sucesso foi atrás de especialistas no assunto. E ainda conversou com a representante de uma empresa de recrutamento, para você não fazer feio no grande dia.

Para Silvana Bianchini, consultora de imagem especializada em dresscode, o look básico mínimo é uma camisa, com calça ou saia alfaiataria, cabelos presos - se forem longos - e maquiagem natural. Simples.

Para não errar, evite extravagâncias. "Decotes e transparências, alcinhas, muitos acessórios, maquiagem pesada, unhas longas e escuras, roupas agarradas, sandálias e saltos muito alto devem ficar de fora", sugere.

Cris Vieira, que trabalha como personal stylist, diz que o figurino pode ser determinante na hora de uma promoção ou contratação. "No mundo corporativo (e fora dele também), as roupas falam pelo profissional e devem falar muito bem", afirma. Antes de se vestir, ela sugere que a pessoa pesquise o código de vestuário da empresa, para saber fazer a mistura correta, adaptada ao seu tipo físico. "Essa preocupação tem coerência: o funcionário é o cartão de visitas da empresa. Ele carrega a imagem e a reputação da empresa".

Ela sugere que, caso a entrevista seja para cargos mais formais, numa empresa formal, deve-se priorizar cores sóbrias, roupa com bom corte e qualidade. "A alfaiataria sempre é bem-vinda". Assim como Silvana, ela sugere ainda que se priorize sempre a discrição, evitando exageros. "Tudo deve transmitir a mensagem de credibilidade, porque você quer ser a pessoa escolhida. Trabalhar com roupas mais formais impõe respeito e valoriza o profissional".

O cuidado, segundo Cris, deve ser constante com o excesso de pele à mostra, com sandálias, maquiagem exagerada ou cintilante, cabelos soltos, excesso de perfume ou perfume forte demais, unhas mal feitas, acessórios grandes e que pesam no visual, roupas amassadas ou qualquer modelo que não agregue valor ao seu tipo físico.

Por outro lado, se a vaga for para cargos em empresas em que uma das exigências é a criatividade, tais como propaganda e publicidade, arquitetura e urbanismo ou moda, você precisa transmitir certa dose de "ousadia", com nos visuais sugeridos por ela, nas fotos. "Para isso, arrisque looks mais modernos, coloridos e estilosos".

Carolina Stilhano, gerente de comunicação da Catho Online, confirma que ter uma boa aparência e estar vestida adequadamente para uma entrevista deixará a profissional mais segura e o selecionador terá uma primeira boa impressão do candidato. "É fato que ter uma boa aparência e estar bem apresentável é valorizado, ao mesmo passo que um profissional que não se atente aos cuidados pessoais com a aparência pode passar uma imagem negativa. De toda forma, o fator determinante para a contratação é a experiência que o candidato possui e o quanto ele pode agregar à empresa", garante.

Uma pesquisa recente realizada pela Catho Online mostra que, para as mulheres, o tailleur (com 33,5%) e o terninho de cor neutra (com 47,6%) são as opções favoritas dos recrutadores. "Quanto ao sapato, escolha um scarpin, por ser clássico e elegante. A maquiagem deve ser leve e os acessórios discretos", sugere Carolina.

Ela concorda com Silvana e Cris e diz que, para quem tem cabelos compridos, uma boa opção é prendê-los, para que não fique passando mão nos fios durante a entrevista. "A ideia é passar a melhor impressão possível, inclusive de asseio", fala. De acordo com a pesquisa "A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros", também realizada pela Catho Online, 93,6% têm preferência pela "cara limpa" das mulheres.

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Carolina afirma que dificilmente um selecionador deixará de contratar um bom candidato por um aspecto de sua aparência, mas caso a filosofia da empresa não aceite tal aspecto, é mais comum que não o escolha. "Vale ressaltar que a empresa não pode justificar a não contratação de um profissional a partir de alguma característica física, uma vez que isso poderá ser visto como discriminatório", finaliza.

Por Sabrina Passos (MBPress)

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