O que as mulheres querem no trabalho?

O que as mulheres querem no trabalho

Foto: Simon Marcus/Corbis

Cada vez mais as mulheres estão crescendo e se destacando dentro do mercado de trabalho brasileiro, e também mundial. Segundo a pesquisa "O Que As Mulheres Querem No Trabalho", realizada pela rede social profissional LinkedIn, que teve como foco o equilíbrio no profissional e pessoal, 63% das profissionais de 13 países tem o sucesso como sinônimo de equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.

Há dez anos, apenas 39% delas consideravam este fator essencial. "Sucesso é fazer aquilo que gostamos, obtendo retorno financeiro naturalmente", diz a blogueira Edi Fortes, de 34 anos.

No Brasil, 71% das profissionais acham o equilíbrio entre vida pessoal e profissional um bom termômetro para crescer profissionalmente. De acordo com o estudo, 85% das brasileiras consultadas acreditam que podem ter uma carreira bem sucedida e ainda ter tempo para a vida pessoal. No total, 68% das que ainda não têm filhos afirmam que não vão diminuir o ritmo no trabalho quando as crianças nascerem.

Edi Fortes conta como a chegada do filho mudou sua vida profissional: "Tenho um menino de dois anos e nove meses e tudo desacelerou automaticamente. Precisei me adaptar, mas consegui superar e prosseguir. As coisas não voltaram a ser como antes, mas com a adaptação e trabalho diário, consegui aceitar sem desgastes."

É importante seguir uma rotina para conciliar mais facilmente o trabalho e a vida pessoal: "Eu equilibro dispondo horários e rotina. Nós precisamos de rotina. Se não houver, as coisas podem ser planejadas, mas dificilmente executadas", conta Edi.

Em todos os casos apresentados, 65% das mulheres gostariam de ter maior flexibilidade no local de trabalho e esse número aumenta para 83% quando se trata de mães brasileiras que trabalham. Um ambiente de trabalho flexível foi colocado como o fator determinante de sucesso para a próxima geração de mulheres profissionais, de acordo com 90% das entrevistadas brasileiras, que consideraram isso mais importante do que ter "oportunidades de liderança" (75%).

A contadora e blogueira Andreia Sales, de 37 anos, conta que prefere trabalhar menos e aproveitar o tempo extra com a família: "Já trabalhei muito na minha vida. Hoje prefiro cumprir minha jornada de trabalho de oito horas e voltar para casa para que eu possa ter tempo para equilibrar todas as atividades que eu tenho."

O valor dado ao salário também mudou: 51% das brasileiras enxergam a remuneração como índice de sucesso na carreira. Há uma década, 63% tinham essa mesma visão. Andreia conta: "Tenho uma carreira vitoriosa e sólida e que me proporcionou ser uma mulher independente e segura."

A pesquisa ainda afirma que 51% das profissionais não possuem um plano de carreira definido e 47% não têm investimento em desenvolvimento profissional. "Tenho um plano de carreira. Nem tudo sai como esperamos, as coisas mudam pelo caminho, mas tenho um esquema que me guia e me ajuda a fazer as coisas acontecerem, no seu tempo e de forma correta", conta Edi.


Em alguns ambientes de trabalhos a aparência influencia na carreira: 49% afirmam estarem cientes de que a aparência física gera impressões, mas não acreditam que exercem grande impacto na carreira; 22% acreditam que a aparência é irrelevante, 15% declararam que aparência exerce forte impacto na carreira e 12% acreditam que a aparência exerce influência e usam isso a favor. Edi conta que, infelizmente, a aparência influencia na carreira: "As pessoas enxergam o ‘externo’ como indispensável. O conteúdo é secundário."

Por Thaís Santos (MBPress)

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