O que as empresas esperam dos profissionais?

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O que as empresas esperam dos profissionais

Se hoje em dia você sai da faculdade pensando em conquistar um lugar ao sol no mercado de trabalho, certamente a preocupação dos seus pais assim que eles receberam o diploma era apenas encontrar uma boa empresa para se trabalhar.

"Quem começa o primeiro emprego já deve estar ciente do que realmente quer, focar em um área de atuação. E já se preocupar em estabelecer um bom relacionamento com pessoas da mesma profissão porque sem dúvida ele vai precisar de vários contatos afim de se manter empregado", destaca a psicóloga Vivian Maerker Faria

Os veteranos na carreira também estão se adptando às exigências das organizações. Antes, quem atuava em uma área financeira, por exemplo, tinha a ideia de que para atingir um cargo de chefia bastava a especialização no mesmo segmento. A psicóloga ressalta que, às vezes, a engrenagem não funciona assim. Muitos dos CEOs não necessariamente seguem um carreira retilínea. A diversificação de experiências é também levada em consideração e cada vez mais valorizada nos tempos de hoje.

Autora do livro Manual de Carreira - Identifique e Destaque o Talento que Existe em Você (Editora Saraiva), Vivian diz em entrevista ao Vila Sucesso como se comportam os profissionais de hoje, e o que as empresas esperam deles nos próximos anos.

O mundo corporativo valoriza mais aqueles que buscam mudar de empresa a todo momento ou os que se estabelecem em uma só lugar?

Você pode ter certeza que um fator pisicológico conta muito: "Se ele ficou só três meses naquele lugar, com certeza vai mudar apenas para ganhar 100 reais a mais", uma hipótese. Sem dúvida, os recrutadores pensam assim. Os jovens de agora não tem medo de arriscar, buscam agregar informações. Isso é um ponto positivo. Se você ficou mais de cinco anos em uma empresa e não houve crescimento, isso certamente também será visto. Mas acho que muita gente busca outra organização sem saber o que está fazendo. A mudança é boa, mas nem sempre. Às vezes é preciso ponderar e colocar na balança se ela realmente é necessária. E esperar um pouco.

O que é mais relevante hoje em dia: o profissional que tem várias habilidades ou aquele se especializa em uma área só?

Acredito que as duas coisas. Ele precisa se especializar, sim, mas ter uma visão ampla. Costumo dizer que muitos são como um "pato", que nada, voa e anda, mas não consegue fazer nada direito. Isso se deve muito por conta da avalanche de informações que a gente lida. Hoje temos twitter e outras várias redes de relacionamento. É difícil administrar isso. Engolimos várias informações e não sabemos filtrar isso, o que é realmente necessário à carreira.

Então, ele precisa ampliar seus conhecimento e saber agregar o que aprendeu à sua profissão? Essa é talvez a grande dificuldade de muita gente?

Sem dúvida. Eu observo que muitos profissionais fazem tudo que aparece. O curso da moda, ou aquele oferecido pela empresa, e nem sempre sabem o que estão fazendo lá. Logo depois ficam frustrados por não usar o que aprenderam.

Em um dos seus livros, A Revolução do Lado Direito do Cérebro (Editora Campus/Elsevier), o autor Daniel Pink afirma que vamos entrar na chamada Era Conceitual (em que a intuição e a criatividade serão os pontos fortes). Você concorda com isso? Na sua opinião, quais serão as próximas exigências?

A tecnologia está sendo mais destacada do que o próprio ser humano, por isso, acredito que criatividade e intuição serão requisitos bastante exigidos. Hoje em dia todo mundo é bem preparado, tem aulas de idioma nas escolas, informática, mas e o lado comportamental? Já questionei isso com profissionais de áreas técnicas, como Engenharia. Imagine só um gestor que conhece o ramo, mas não sabe como liderar a sua equipe. Não sabe estabelecer parcerias, motivar a equipe, não é uma pessoa flexível, aliás, ninguém gosta de trabalhar com alguém que não seja criativo e otimista, certamente ele será um forte candidato a ficar para trás.


Para muita gente, o trabalho é encarado como uma obrigação, principalmente entre os latinos, e nem tanto entre os anglo-saxões. Mas você percebe que isso está mudando?

Sim. O mercado coorporativo está transmitindo outra ideia, afinal, nós chegamos a se dedicar cerca de 10 ou 12 horas por dia ao trabalho (desde o momento que saímos de casa). É preciso ser feliz no que se está fazendo. Mais do que nunca, as empresas querem profissionais felizes, porque se você não mostrar isso em uma entrevista, que aquele é o trabalho do seu sonho, certamente não vai conquistar a vaga.

Por Juliana Lopes

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