O futuro das empresas com a "Geração Z"

O futuro das empresas com a Geração Z

Foto: Dreamstime

Por que alguns produtos com décadas de sucesso deixam de ser apreciados pelos consumidores? Dentre as tantas possibilidades de respostas para essa questão, uma delas é bem simples: o consumidor mudou e aquele produto não atende mais aos seus anseios.

O consultor Sidnei Oliveira, expert em conflito de gerações, ministra palestras usando como um exemplo a transformação dos personagens da Turma da Mônica, de Maurício de Souza. Depois de décadas de vendas expressivas pelo encantamento que causavam, principalmente entre as crianças, os gibis da Turma da Mônica e alguns produtos associados começaram a perder mercado.

"Como solução, Maurício de Souza fez a turma crescer e mudar de características. A turma passou a ser a Geração Y, com idade média de 13 anos, e voltou a fazer sucesso", disse Sidnei, referindo-se à nova Mônica, que deixou de ser dentuça; ao Cascão, que passou a lidar com reciclagem de lixo; ao Cebolinha, que fez fonoaudiologia e parou de falar errado, e a nova Magali, que passou a se alimentar melhor.

Segundo Oliveira, o que Maurício fez foi reinventar o seu produto, o que pode ser modelo a ser seguido pelos empresários da indústria gráfica. "É preciso ficar de olho no comportamento do consumidor e inovar. Mas inovação não significa necessariamente fazer tudo novo. Um produto velho pode ter o seu valor e precisar apenas ser reposicionado, melhorado e adaptado".

Para o expert no assunto, a transformação é necessária para acompanhar as mudanças no perfil do consumidor. "Os pais querem dar a esses filhos o que não tiveram em termos de educação, bens e experiências. Muitos desses jovens demoram a começar a trabalhar e a ter a sua independência porque os pais bancam tudo. E isso muda o cenário de consumo".


O consultor acredita que as empresas precisam adotar estratégias e objetivos de como atingir este novo consumidor, de preferência com originalidade. Para ele, o mundo está mais diversificado e os pequenos nichos são cada vez mais interessantes. "E lembrem-se sempre de que os jovens estão cada vez mais conectados, e não só com os aparelhos, mas com as pessoas e com o mundo. Há crianças hoje que só querem usar cadernos que tenham selo de sustentabilidade. É preciso ficar atento a estes comportamentos", conclui.

Por Livany Salles

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