Nutricionista descobre maneira rentável de fazer eventos gastronômicos

Foodpass

Foto - Reprodução/projetodraft

A nutricionista Priscila Sabará está lançando uma nova maneira de fazer eventos gastronômicos, ou melhor, design de experiências gastronômicas. O Foodpass reúne arte, diversão e comida e trata a gastronomia como experiência, dando às pessoas uma imensa felicidade. Isso nós sabemos, mas como funciona o Foodpass?

O site é uma curadoria dos eventos gastronômicos: ele vende não apenas ingressos para eventos que estão acontecendo, mas de seus próprios eventos. E por falar em eventos, o Foodpass faz o deles de maneira diferente. Ela produz eventos temáticos e diferenciados. Por exemplo, o Food Hunters; trata-se de um tour gastronômico no centro de São Paulo, onde você come e experimenta diversos quitutes da cidade. Outro exemplo é o Banquetes de Cinema, onde um chef cria pratos inspirados nos filmes que você irá assistir.

E afinal, por que os eventos são experiências gastronômicas? Sua primeira festa explica bem como funciona o Foodpass. Tratava-se de uma mistura da cultura negra com européia, apelidada de Saravá. Nesse evento, era tudo preto e branco, inclusive a comida. A música também acompanha o tema. Portanto, o Foodpass não oferece apenas uma oportunidade de comer, mas também uma oportunidade de se envolver com a comida. Esse é o xis da questão.

Foodpass

Banquetes de Cinema. Foto - Reprodução/projetodraft

Priscila conta que no começo não foi nada lucrativo. "Não tínhamos reserva, nem planejamento financeiro. Não entendíamos nada de administração. E dinheiro, se você não gere, evapora. De julho a outubro do ano passado não retiramos nada. Vivemos de empréstimos familiares", diz Priscila.

Em julho deste ano, a empresa pagou todas as dívidas e Priscila, que já foi sócia do pai e de uma amiga, Nina, está sozinha na empresa. "Estou desenhando com uma consultora planilhas que eu consiga entender. Sei que o Foodpass hoje opera com um custo fixo de 10 mil reais. E sei que em 2013 passaram 400 mil reais pelo nosso caixa, incluindo aí o dinheiro que eu repasso aos donos dos eventos cujos ingressos eu vendo", diz. "Adoraria ter um sócio que me complementasse, que soubesse ganhar dinheiro com o que eu faço, que aportasse gestão ao negócio", confessa a empresária.

Por Helena Dias

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