Não expulse os talentos

Não expulse os talentos

Todos sabemos o quanto custa desenvolver gente preparada e comprometida. Sabemos também que muito embora as publicações especializadas sobre gestão e negócios alardeiem dia e noite sobre o quanto o profissional do futuro está preparado, ou está se preparando etc etc etc.. (o eterno blá...blá...blá), encontrar gente de qualidade não é tarefa das mais fáceis.

Nessa onda onde a realidade quase nunca tem relação com aquilo que se leem, muitos empresários são acusados de serem centralizadores, de não saberem delegar ou de agir de forma excessivamente conservadora, mas o fato é que muitos deles adorariam dividir o peso de suas responsabilidades com uma equipe eficiente, preparada e comprometida. O problema é que construir um grupo assim e mantê-lo, muitas vezes não passa de um sonho.

Mas pode ser um sonho possível, se esse empreendedor estiver disposto a valorizar o acervo humano que desenvolveu, fugir das modinhas corporativas onde alta rotatividade virou (não sei como, mas virou) sinônimo de agressividade profissional e competitividade e passar a valorizar o longo prazo, a construção, a curva de aprendizado (tão cara e tão desperdiçada).

Para que você não caia nessa armadilha preparamos algumas dicas:

1) Deixe claro desde o início ao profissional que está entrando, que a empresa investirá no seu desenvolvimento e que desejam construir uma relação duradoura com ele. Isso afastará os andarilhos corporativos, pois esses têm pavor de qualquer coisa que sugira compromisso;

2) Aprenda a tratar eventuais equívocos e erros como situações naturais, e inevitáveis em um processo de evolução. Cuide apenas para que tragam na sua esteira o devido aprendizado;

3) Crie um programa meritocrático de evolução profissional, com regras claras e benefícios concretos;

4) Caso seja tentada a agir intempestivamente e demitir um colaborador, avalie a situação com frieza, considerando os motivos de sua decisão (evidentemente que questões relativas a conduta ética e honestidade merecem decisões imediatas), pois com o funcionário demitido, vão embora os eventuais problemas, mas também vão atravessar a porta da rua o investimento do aprendizado, as informações e muito conhecimento adquirido;

5) Evite criar um clima organizacional muito complexo ou excessivamente sofisticado. A inconsistência desses modelos acaba por afugentar as pessoas competentes;


6) Estabeleça objetivos explícitos e distribua metas realistas possibilitando com que trabalhem com regras claras. Isso reduz a tensão e oferece transparência para as avaliações de desempenho;

7) Mesmo que sua estrutura seja mínima, faça avaliações de desempenho;

8) Aprenda a escutar os seus colaboradores. Não deseje ser temida. Prefira ser respeitada.

Por último selecione com cuidado, e não economize em conversas e entrevistas antes de contratar.

Boa sorte e até o próxima.

Gustavo Chierighini, fundador da Plataforma Brasil Editorial, empresa que atua como uma agência independente na produção de conteúdo e informação.

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