Mulheres vão à mesa de Poker

Mulheres vão à mesa de Poker

Durante o Latin American Poker Tour (LAPT), evento de poker que aconteceu mês passado em São Paulo, a presença delas chamou a atenção durante o "Ladies Event". A iniciativa mostrou que as mulheres não são apenas fortes no jogo, mas também em grandes disputas.

A jogadora Daniela Zapiello não participou do Ladies Event, mas esteve no LAPT disputando o Main Event (Evento principal) ficando em 22º lugar. Ela fala um pouco sobre a presença feminina no torneio, levando em conta que este ano o número de mulheres aumentou dez vezes em relação ao ano passado: "Não acho que tenha um motivo especifico para esse aumento. Porém, o fato de que o número de jogadores vem crescendo cada dia mais pode estar relacionado também ao maior interesse das mulheres pelo poker. O que ajuda no crescimento do jogo é o trabalho magnífico de todos os profissionais. Além disso, as pessoas estão percebendo que o poker não se trata de um jogo de azar e sim um esporte cheio de técnicas", afirma.

Daniela afirma que o preconceito tem sido vencido no jogo. "Hoje não existe mais esse tipo de preconceito. Eu digo que a mesa de poker é o único lugar no mundo em que eu estou de igual para igual com os homens. Ainda existem raras vezes em que alguns homens me olham torto, meio que dizendo: ‘vou acabar com ela fácil’, mas aí basta eu fazer uma jogada agressiva e inteligente que eles passam a me respeitar."


Portanto, o preconceito maior a ser vencido não é entre homens e mulheres no jogo, mas sim o de achar que Poker é um jogo de azar, sendo que envolve estratégia, técnica e raciocínio. Mesmo assim, quando Daniela é questionada se as mulheres têm alguma vantagem, ela brinca: "Talvez a longo prazo tenhamos a vantagem de agir sempre com tranquilidade, também somos mais controladas e cautelosas."

Por Bárbara Ariola (MBPress)

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